Única representantes do Brasil no Fórum Económico Mundial, em Davos, a ministra da Gestão e Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck, criticou nesta quarta-feira (21/1) a falta de integração dos países na América Latina.
“A América Latina é uma das regiões menos integradas do mundo. Do ponto de vista do potencial interno de crescimento, eu destacaria três frentes em que a integração regional é essencial: infraestrutura, integração produtiva, com cadeias regionais de valor mais articuladas, e integração de políticas sociais, que também poderia gerar ganhos relevantes de escala e eficiência”, afirmou.
Dweck falou no painel “Superando o teto de crescimento da América Latina”, no qual defendeu distribuição de renda e a redução das desigualdades como motor do crescimento:
“O Brasil realizou algo que eu diria ser histórico: uma reforma tributária em um governo democrático, tanto do ponto de vista da tributação indireta, com a simplificação do sistema, quanto em relação ao imposto de renda”.
O painel contou também com a participação de Altagracia Gómez Sierra, empresária e presidente do Conselho Empresarial Consultivo do Gabinete Econômico do México, e de Julio Velarde, presidente do Banco Central de Reserva do Peru, além de representantes do Banco Central da Colômbia e do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).
O Fórum Económico Mundial contou com a participação de líderes como Donald Trump e Emmanuel Macron
Nesta quinta-feira (22/1), a ministra assinará a adesão do Brasil ao First Movers Coalition (FMC), uma iniciativa do fórum que visa acelerar a viabilidade comercial de tecnologias e produtos com baixa emissão de carbono, a partir de um sistema de compras sustentáveis. Até o momento 14 países, seis dos quais do G-7, já aderiram ao FMC.


