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Educação

Em liminar, justiça suspende seleção temporária da Secretaria de Educação

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Em Serra Talhada, a seleção temporária para preenchimento de 70 vagas, promovida pela Secretaria de Educação, foi suspensa após pedido de liminar acatado  pelo juiz Diógenes Portela Saboia, da 1ª Vara Cível do município.

Ele atendeu preliminarmente a liminar até que seja julgado o mérito. Liminar é uma decisão provisória que evita prejuízo para a parte impetrante. Após, a decisão aguarda as contra-razões e julga o mérito de quem tem razão, se a advogada Aluska Kallyne e os candidatos aprovados e não convocados, ou o município de Serra Talhada.

Para a magistrado, não há demonstração de necessidade temporária e indispensabilidade apta a justificar a contratação pretendida pelo ente público. Ela destacou que o município foi provocado pelo  TCE que considerou ilegais contratações, dando 90 dias para deligamento. Ela registra que a Secretaria afrontou a orientação realizando nova seleção, indo de encontro ao que queria o TCE. Por Nill Júnior

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Educação

Serra Talhada: Secretaria de Educação entrega kits à delegação municipal classificada para os Jogos Escolares Estaduais

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A Escola Municipal Fausto Pereira, do Distrito de Água Branca, e o Colégio Municipal Cônego Torres representarão a Rede Municipal de Ensino de Serra Talhada nos Jogos Escolares – Etapa Estadual, que acontecerão de 16 a 18 de outubro, em Recife.

Fazem parte da delegação de Serra Talhada duas alunas da Fausto Pereira e três alunos do Cônego Torres, todos estudantes do 6º ao 9º ano do Ensino Fundamental. Eles se classificaram na etapa regional, que aconteceu em Afogados da Ingazeira, e vão disputar as competições de atletismo na etapa estadual. A viagem está marcada para a próxima quarta-feira (16).

Em fase de preparação para a viagem, os estudantes receberam, nesta quinta-feira (10), kits de uniformes e tênis entregues pelas secretária de Educação, Marta Cristina. “É mais uma ação voltada para a valorização dos esportes, onde a cada ano as escolas municipais vem se tornando celeiro de atletas e detecção de talentos”, comentou a secretária. 

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Brasil

Enem 2019 não terá foco em questões ‘ideológicas’, diz ministro da Educação

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Em 2018, o exame despertou críticas do então presidente eleito Jair Bolsonaro, que chegou a declarar que ‘tomaria conhecimento’ da prova antes de ser impressa.

O ministro da Educação, Abraham Weintraub, afirmou na manhã desta quinta-feira (10) que o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) não terá “foco em questões ideológicas” e que as provas deste ano “já foram impressas e estão a caminho” dos locais de aplicação.

Para Weintraub, a edição deste ano “marca o fim de uma grande era” porque, a partir de 2020, ela passará gradualmente a ser digital.

“A gente pediu que o foco não fosse em questões ideológicas. [Pediu] Que medisse a capacidade de ler, compreender texto, e não ficar discutindo coisas que possam polemizar o ensino dos jovens e das crianças do Brasil. A gente quer que as crianças aprendam e o ensino avance, e não criar polêmicas”, afirmou Weintraub.

As declarações foram dadas durante uma entrevista para a imprensa sobre o exame, que neste ano será aplicado nos dias 3 e 10 de novembro.

‘Questões ideológicas’

Na edição de 2018, uma questão do Enem despertou críticas do então presidente eleito Jair Bolsonaro. Tratava-se de uma pergunta na prova de linguagens que citava o “Pajubá”, um conjunto de expressões associadas aos gays, drags e aos travestis. Na questão, o candidato tinha que saber reconhecer a característica necessária para que um patrimônio linguístico de um grupo fosse considerado dialeto.

“Esta prova do Enem – vão falar que eu estou implicando, pelo amor de Deus –, este tema da linguagem particular daquelas pessoas, o que temos a ver com isso, meu Deus do céu? Quando a gente vai ver a tradução daquelas palavras, um absurdo, um absurdo! Vai obrigar a molecada a se interessar por isso agora para o Enem do ano que vem?”, indagou Bolsonaro na época.

O então ministro da Educação, Rossieli Soares, não comentou as críticas.

Bolsonaro chegou a dizer que ‘tomaria conhecimento’ da prova antes de o Enem ser impresso. Em maio deste ano, o então presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), Elmer Coelho Vicenzi, disse que “não foi pedido ao Inep, por nenhuma autoridade superior ao presidente do Inep – ministro da Educação ou o próprio presidente [Bolsonaro]– para ler a prova”. Dois dias depois, Vicenzi pediu demissão em meio à troca de cargos, controvérsias e recuos dos primeiros meses de gestão do MEC, que levou à demissão do ex-ministro Ricardo Vélez Rodríguez.

Enem digital

Weintraub afirmou que o Enem deste ano representa o fim da era das provas impressas.

“Esse Enem marca o fim de uma grande era. A partir do ano que vem, teremos o início do Enem Digital, e aí começa uma ação progressiva para a gente não ter mais essa operação de guerra”, afirmou.

A transição do papel para o computador vai começar em 2020 com um projeto-piloto para 50 mil candidatos de 15 capitais.

Provas impressas a caminho dos locais

O ministro da Educação também afirmou que as provas deste ano já foram impressas e estão a caminho dos locais de aplicação.

Em abril deste ano, a gráfica que faria a impressão das provas do Enem entrou com pedido de falência, despertando a dúvida sobre o cumprimento do prazo para a realização do exame. O Inep disse que avaliava ‘alternativas seguras’ para imprimir prova. Um mês depois, o órgão conseguiu dispensa de licitação para contratar uma nova gráfica, o que agilizaria o processo.

“Alguém falou que não ia ter Enem por causa da gráfica. A primeira etapa do processo, a primeira dúvida foi dirimida, acabou, foi tudo impresso. Agora é distribuir, acompanhar e ter certeza de que tudo vai correr bem, dentro da legalidade”, diz Abraham Weintraub.

O presidente do Inep, Alexandre Lopes, afirmou que a cartilha do participante já está disponível para consulta dos participantes. Ela mostra como é feita a correção da prova, quais são os parâmetros utilizados, e dá dicas para uma boa redação.

De acordo com o MEC, serão 10,3 milhões de provas, aplicadas em 1.727 municípios. São 10.133 locais de prova e 147.655 salas em todo o país. Ao todo, 4,2 toneladas de papéis estão sendo levadas em 3.746 contêineres, transportados em aviões, carretas e barcos.

A primeira remessa saiu em 3 de outubro, segundo o MEC, em direção aos municípios de difícil acesso no Pará e na Bahia. Outros malotes já seguiram para Rondônia, Piauí, Pernambuco e Mato Grosso. Os materiais estavam sob a guarda do 4º Batalhão de Infantaria Leve do Exército Brasileiro, em Osasco (SP).

Custos do Enem

O Inep apresentou dados com custos do Enem de 2018 e 2019. Os valores deste ano são referentes a “empenho” e podem sofrer alterações até o dia da aplicação.

  • Aplicação

2018: R$ 74,22 por aluno

2019: R$ 75,12 por aluno

  • Gráfica

2018: R$ 12,56 por aluno

2019: R$ 10,83 por aluno

  • Correios

2018: R$ 10,68 por aluno

2019: R$ 10,88 por aluno

  • Somatório

2018: R$ 97,46 por aluno

2019: R$ 96,83 por aluno

  • Outras despesas (rede nacional de certificadores, 20 mil servidores públicos que são treinados para aplicar a prova, convênios de escolta)

2018: 8,67 (somatório com este valor: R$ 106,13 por aluno)

2019: 8,69 (somatório com este valor: R$ 105,52 por aluno)

  • Valor global

2018: R$ 589,810 milhões (pago)

2019: R$ 537,665 milhões (empenhado)

Cronograma

Em 2019, foram 5,1 milhões de inscritos, o menor número desde 2010. O estado de São Paulo lidera, com 816.015 inscritos.

Confira abaixo as próximas datas do Enem:

  • 16/10 – Divulgação do cartão de confirmação com os locais de provas
  • 3/11 – Primeira prova: Linguagens, Códigos e suas Tecnologias / Redação / Ciências Humanas e suas Tecnologias
  • 10/11 – Segunda Prova: Ciências da Natureza e suas Tecnologias / Matemática e suas Tecnologias
  • 13/11 – Divulgação dos gabaritos e dos cadernos de questões
  • Janeiro de 2020 (dia ainda a ser definido): divulgação dos resultados individuais

Por Mateus Rodrigues e Elida Oliveira, TV Globo e G1

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Educação

‘Precisamos falar nas escolas do risco de sexualização precoce e violenta de adolescentes’

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Amanda Sadalla explica que a indústria pornográfica incentiva os adolescentes a relacionarem sexo com violência.

Imagine João, um menino de 12 anos que pesquisa o termo “pornografia” na internet.

“O João quer ver um peito, uma bunda — normal, um adolescente tem essa curiosidade — e aí ele entra no Google e o que aparece para ele? Um vídeo que a legenda diz: ‘se você é um homem de verdade, é isso que você tem que assistir’. E o que é o vídeo? Uma cena de sexo super violenta contra a mulher”, descreve a consultora em educação pública e gênero Amanda Sadalla.

O resultado, ela diz, é que João vai crescer entendendo que a pornografia mostra o sexo que ele tem de praticar.

“Esse menino vai ter uma relação sexual com uma menina e, na prática, não acontece o que ele viu na pornografia. A pornografia diz que ele vai ter um nível de poder absurdo, que essa menina vai ter um nível de prazer absurdo, e não acontece. Aí ele força a menina, porque ele quer que ela tenha trilhões de orgasmos, como mostra a pornografia, e que ele tenha um nível de prazer absurdo, como mostra a pornografia.”

É para evitar esse roteiro, que pode levar à violência sexual, que Sadalla defende a necessidade de discutir a pornografia nas escolas. Ela argumenta que a indústria pornográfica incentiva “uma sexualização super precoce” e leva crianças e adolescentes a relacionarem sexo com violência.

“A gente precisa falar de pornografia na escola. Se a gente não falar sobre pornografia, os meninos vão continuar aprendendo que sexo é violento”, diz. “Tem meninos de 13 anos totalmente viciados em pornografia.”

A consultora trata do assunto em oficinas com adolescentes de 12 a 18 anos em escolas do Estado de São Paulo, promovidas em parceria com o Instituto Liberta, que tem como missão combater a exploração sexual de crianças e adolescentes no Brasil.

Ela acredita que, em vez de imaginar que se possa evitar totalmente que os jovens assistam ao conteúdo proibido para menores, é mais eficaz explicar que os vídeos não refletem a realidade e que eles não devem se inspirar neles — que tratam as mulheres como objetos — quando tiverem suas próprias relações.

Por BBC

 

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