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Educação

Em um mês, Sintepe contabiliza 89 casos de covid em 37 escolas estaduais de Pernambuco

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Em um intervalo de um mês de retorno das aulas presenciais nas escolas de ensino médio da rede estadual de Pernambuco, entre 26 de outubro e a última terça-feira (24), o Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Pernambuco (Sintepe) recebeu denúncias de 89 casos suspeitos ou confirmados de covid-19 entre alunos e profissionais de 37 colégios de 18 municípios pernambucanos. Também na Gerência Regional de Educação Metropolitana Sul. Mas a entidade acredita que esse número é maior pois diariamente chegam novos relatos de casos de pessoas da comunidade escolar infectadas pelo novo coronavírus.

Na Escola Técnica Estadual Arlindo Ferreira dos Santos, localizada em Sertânia, no Sertão, uma das que fazem parte da lista, as aulas presenciais, suspensas desde a última terça-feira (24), não têm data prevista para voltarem. Lá são 21 casos suspeitos (pelo menos 10 confirmados), segundo informações de professores da escola. A Secretaria Estadual de Educação não confirmou esse número.

“Com certeza a quantidade de casos na rede estadual é maior pois não param de chegar denúncias. O cenário de uma manhã não é o mesmo do período da tarde ou do dia seguinte. Sempre que possível enviamos um representante do Sintepe até a escola para confirmar a informação. O clima entre os profissionais é de muita apreensão. Professores estão trabalhando preocupados”, destaca uma das diretoras do Sintepe, Ivete Caetano.

A relação detalhada com os 89 casos, especificando nome da escola, quantidade de infectados, cidade, segmento que o doente pertence (aluno, professor ou funcionário) e a data de recebimento da denúncia pelo Sintepe foi encaminhada, por meio de um ofício, para o secretário estadual de Educação, Fred Amancio, na última terça-feira. A secretaria informou que não iria comentar os dados do Sintepe.

Na Escola Estadual Erem Simon Bolivar, localizada no Curado 2, em Jaboatão dos Guararapes, no Grande Recife, o Sintepe registrou sete pessoas infectadas, sendo quatro trabalhadores e três alunos. “Suspenderam aulas presenciais para duas turmas do 3º ano. A informação que temos é de nove estudantes da escola doentes. Estamos com medo, angustiados. Os alunos chegam de máscara, mas nem sempre permanecem usando, não respeitam distanciamento”, relata uma professora que pediu anonimato.

Na Erem Cândido Duarte, que fica em Apipucos, Zona Norte do Recife, um professor reclama que os gestores estão sendo orientados a não divulgarem os casos. “Ficamos sabendo que um aluno e uma funcionária da biblioteca estão com covid. Só houve o comunicado depois que o Sintepe cobrou a informação”, afirmou um docente, também sem se identificar com medo de represália.

SERTÂNIA

Na ETE Arlindo Santos, de Sertânia, 24 profissionais que fizeram teste no início da semana passaram por novos exames nesta quarta-feira (25). Equipes da Secretaria Estadual de Saúde estiveram nas residências deles para fazer o teste PCR. Só após os resultados desses exames, previstos para saírem até segunda-feira, a Secretaria de Educação anuncia quando haverá retorno das aulas presenciais. Menos de 10% do total de alunos matriculados (448 estudantes) optaram pelo retorno presencial.

PROTESTO

Nesta quinta-feira, os professores e demais profissionais da rede estadual prometem paralisar aulas remotas e presenciais por 24h. A categoria fará um ato público em frente ao Palácio do Campo das Princesas, sede do poder Executivo estadual localizado no Centro do Recife, a partir das 9h. O protesto, realizado pelo Sintepe, reivindica ao Governo do Estado o pagamento do Piso Salarial do Magistério com repercussão na carreira de toda a educação.

Para o Sintepe, o conteúdo do Projeto de Lei 1.720/2020, enviado pelo governo para a Assembleia Legislativa, compromete o Plano de Cargos, Carreiras e Vencimentos dos Trabalhadores/as em Educação, “ao aplicar o Piso do Magistério para apenas 5.611 professores/as e deixar de fora 57.389 professores/as e servidores da educação de qualquer ajuste garantido em lei”, diz a entidade.

 

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Educação

Sistema nacional reunirá informações sobre violência escolar

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Oito meses após a sanção da Lei 14.643/2023, o governo federal iniciou a regulamentação do Sistema Nacional de Acompanhamento e Combate à Violência nas Escolas (Snave) para ampliar a capacidade das ações de prevenção e resposta nos municípios, estados e Distrito Federal. A ferramenta deverá reunir informações que possam auxiliar o sistema educacional no enfrentamento ao problema.

O decreto publicado nesta quinta-feira (25), no Diário Oficial da União, reúne orientações para operacionalização dos Snave por meio dos Ministérios da Educação, dos Direitos Humanos e Cidadania e da Justiça e Segurança Pública. Entre as medidas a serem adotadas estão a criação de protocolo preventivo, identificação e monitoramento de ameaças; capacitação de profissionais de educação; elaboração de planos de resposta a emergências; e sistematização dos registro de ocorrências e das boas práticas de enfrentamento da violência nas escolas.

O Ministério da Educação será o responsável por implementar as capacitações e desenvolver os protocolos em articulação com os entes federados. Da mesma forma, também prestará orientações sobre as leis que tratam do enfrentamento ao bullying e do atendimento de psicologia e serviço social nas escolas.

A norma sugere que a ferramenta a ser criada integre o Sistema Nacional de Informações e de Gestão de Segurança Pública e Defesa Social (Sinesp), existente desde 2012. E junto com a produção e sistematização das informações, também está prevista a prestação de apoio psicossocial às vítimas de violência nas escolas ou em seu entorno, com abordagem multidisciplinar e intersetorialidade conforme a política pública criada em janeiro.

 

Fonte: Agência Brasil

 

 

 

           

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Educação

Escolas de SP terão ‘fluencímetro’, com IA, para avaliar leitura dos alunos

Escolas de SP terão ‘fluencímetro’, com IA, para avaliar leitura dos alunosDe acordo com Feder, as ferramentas tecnológicas estão inseridas nas ações para a meta do governo paulista de alfabetizar 90% dos estudantes do 2º ano até 2026.

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O Governo de São Paulo vai implementar uma ferramenta de inteligência artificial para avaliar a fluência de leitura de alunos do 2º ao 5º ano do ensino fundamental.

A ferramenta foi batizada de “fluencímetro” pela gestão Tarcísio de Freitas (Republicanos), que fará nesta quarta-feira (24) o anúncio da iniciativa, durante a participação do secretário da Educação, Renato Feder no evento Bett Brasil, em São Paulo, sobre tecnologia e ensino.

Com o “fluencímetro”, o aluno lê um texto, e esse áudio é gravado e analisado pela inteligência artificial. De forma instantânea, o professor recebe a comparação entre o texto original e o que o aluno, de fato, leu. A leitura é classificada, então, considerando também a fluência e o tempo, entre os níveis “abaixo do básico”, “básico”, “adequado” e “avançado”.

O professor, além desse conceito de cada aluno, recebe a comparação dos resultados de toda a turma e a evolução da criança ao longo dos testes. Segundo a pasta primeiras avaliações serão aplicadas nesta semana para alunos do 4º e 5º ano e na próxima para o 2º e 3º ano.

O recurso será oferecido pela plataforma Elefante Letrado, que já está sendo utilizada nas escolas estaduais em um programa de leitura dos anos iniciais do ensino fundamental. O edital de licitação tem uma previsão de gasto do governo de R$ 17,28 milhões, sendo que, dentro desse montante, especificamente para o “fluencímetro”, o valor já pago foi de R$ 6 milhões.

Escolas municipais também poderão utilizar a ferramenta se fizerem uma adesão ao programa.

A plataforma, de acordo com a secretaria, está disponível para 560 mil estudantes matriculados do 1º ao 5º ano do fundamental, nas 1.389 escolas da rede paulista.

De acordo com a Secretaria de Educação, o teste de fluência leitora era feito apenas para alunos do 2º ano, com a utilização da plataforma CAEd (Centro de Políticas Públicas e Avaliação da Educação), implementada na rede pública paulista com o apoio da Fundação Lemann, da Associação Bem Comum e da Natura.

De acordo com Feder, as ferramentas tecnológicas estão inseridas nas ações para a meta do governo paulista de alfabetizar 90% dos estudantes do 2º ano até 2026.

Atualmente, apenas 40,62% das crianças de escolas públicas de São Paulo chegam ao final do 2º ano, alfabetizadas, segundo o Saeb (Sistema de Avaliação da Educação Básica), a principal avaliação do país. Essa idade, por volta dos sete anos, é a considerada ideal para a alfabetização, e o atraso prejudica toda a trajetória escolar da criança.

Segundo Feder, no entanto, os testes de leitura com o 2º ano já feitos, antes do “fluencímetro”, apontam que 64% dos alunos nessa idade já são leitores fluentes. Agora, ele diz, é preciso garantir esse patamar também para as outras séries.

O avanço do uso da tecnologia e, em especial, da inteligência artificial, pela gestão Tarcísio de Freitas nas escolas estaduais vem sendo alvo de uma série de polêmicas. Na semana passada, o Ministério Público de São Paulo cobrou explicação ao governo sobre o uso da ferramenta ChatGPT, como foi revelado pela Folha de S.Paulo, na produção de aulas digitais que serão distribuídas nas escolas estaduais.

No ano passado, o plano da Secretaria de Educação paulista, que a Folha de S.Paulo também revelou, de substituir os livros didáticos impressos por conteúdo 100% digital foi o maior desgaste do governo Tarcísio na área de educação. Após a forte reação negativa, o governo teve de recuar da decisão.

As escolas estaduais paulistas também já usam a inteligência artificial para corrigir redações.

Feder, que foi empresário da área de tecnologia, defende que as ferramentas tecnológicas devem servir de apoio na educação, como aliadas dos professores, e que não se pode ter preconceito com elas.

Foto Shutterstock

Por Folhapress

           

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Educação

Pé-de-Meia terá 1,2 milhão de estudantes a mais

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Medida Provisória que cria o Acredita permite a inclusão de adolescentes integrantes do Cadastro Único no programa que incentiva a permanência de estudantes no Ensino Médio

Além de reestruturar parte do mercado de crédito no Brasil, a Medida Provisória que cria o programa Acredita amplia o público atendido pelo Pé-de-Meia. A partir da MP, o programa do Ministério da Educação que incentiva a permanência de estudantes no ensino médio vai passar a incluir adolescentes de famílias inscritas no Cadastro Único de programas sociais do Governo Federal. Anteriormente, a participação estava restrita a integrantes de famílias beneficiárias do Bolsa Família.

“Nessa Medida Provisória está incluído um aumento de pessoas no Pé-de-Meia. Quando anunciamos o Pé-de-Meia, a linha de corte era o Cadastro do Bolsa Família e ficou de fora o cadastro do CadÚnico. Agora, resolvemos aumentar e colocar a linha de corte no CadÚnico. Vão entrar mais 1,2 milhão de meninos e meninas no Pé-de-Meia”, afirmou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, durante a cerimônia de lançamento do Acredita.

Segundo informações do Ministério da Fazenda, a ampliação foi viável com mais R$ 6 bilhões do Fundo de Garantia de Operações de Crédito Educativo (FGEDUC) no Fundo de Financiamento Estudantil (FIPEM). A movimentação de recursos não gera impacto primário, pois o montante já estava alocado no FGEDUC, e a lei que instituiu o Pé de Meia já autorizava transferências do FGEDUC para o programa, assim como a elegibilidade do benefício para inscritos no CadÚnico (priorizando o início pelos inscritos no Bolsa Família).

A ação representa, portanto, uma redistribuição estratégica para fortalecer o programa e ampliar o acesso à educação para um número maior de jovens. “É uma autorização para o valor envolvido. Está dada a autorização para que o programa seja expandido até o CadÚnico e não fique restrito a Bolsa Família”, confirmou o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, em coletiva de imprensa após o evento no Palácio do Planalto.

VALORES – O Pé-de-Meia prevê o pagamento de uma bolsa matrícula, no valor de R$ 200, e mais nove depósitos mensais por ano, também de R$ 200, que podem ser sacados em qualquer momento. A esse valor é acrescentado depósitos de R$ 1.000 ao fim de cada ciclo concluído, que o estudante só pode retirar da poupança após se formar no ensino médio. Considerando as dez parcelas mensais, os depósitos anuais e, ainda, o adicional de R$ 200 pela participação no Enem, o total chega a R$ 9.200 por aluno que percorre os três anos do Ensino Médio.

REQUISITOS – O recebimento do valor está condicionado ao cumprimento de requisitos como matrícula, frequência escolar mínima de 80%, aprovação nos anos letivos e participação no Enem no último ano letivo do ensino médio público.

Fonte: Nill Junior

 

 

           

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