O empresário Evandro Gabriel Ferreira, de 60 anos, foi preso na última sexta-feira (17/7) em Ponte Alta, no Gama, Distrito Federal, sob a suspeita de ser o responsável pelo assassinato do casal Leonardo de Oliveira Campos e Rayane Lins Farias Campos. Em seu depoimento à Polícia Civil, Evandro negou qualquer participação no crime e afirmou desconhecer quem teria cometido os homicídios.
Durante o interrogatório, ele alegou que a arma de fogo e as munições encontradas em sua residência, ocultas dentro de um ar-condicionado portátil, foram plantadas por terceiros com o intuito de incriminá-lo. A arma foi apreendida por policiais da 14ª Delegacia de Polícia (Gama) e está sendo submetida a perícia no Instituto de Criminalística (IC), que determinará se o armamento foi utilizado no duplo homicídio.
Evandro relatou que havia contratado sete pessoas para realizar reformas em sua casa, mas as demitiu antes da conclusão do trabalho devido a descontentamentos com a qualidade do serviço. Ele acredita que essa situação pode ter gerado ressentimento entre os trabalhadores, que poderiam ter colocado a arma em sua casa como forma de vingança. "Eu acho que pode ser, de repente, como eu demiti eles, e não foi em sua totalidade, foi aos poucos, alguém pode ter, para se vingar ou por um outro motivo, colocado essa arma de fogo lá para depois usar ou me incriminar", afirmou.
O empresário também mencionou que acredita estar sendo alvo de perseguição política, apontando que sua intensa atividade nas redes sociais em apoio ao Partido dos Trabalhadores (PT) pode ter gerado inimizades. Ele negou ter adquirido ou pago pela arma encontrada em sua residência e, ao ser questionado sobre seu histórico criminal, revelou que possui três registros por homicídio, incluindo a condenação por ter matado seu sobrinho, Alex Johne Vieira, em 1º de novembro de 2008.
No caso do sobrinho, o crime ocorreu após um dia de confraternização entre tio e sobrinho, culminando em um assassinato durante a madrugada. Além disso, Evandro foi condenado por stalking em relação à sua ex-companheira, sendo decretada sua prisão preventiva pela Justiça do Distrito Federal a pedido do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) em setembro de 2024. Apesar de sua condenação a 10 meses e 15 dias de prisão, ele foi liberado em seguida.
Atualmente, a investigação do duplo homicídio está a cargo da 20ª Delegacia de Polícia (Gama), da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF).