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Empresas fundadas após 2021 recebem R$ 870 milhões do Banco Master

Levantamento indica que 30% das empresas beneficiadas com altos valores do Banco Master foram criadas a partir de 2021, totalizando R$ 870 milhões em...

Um levantamento baseado em dados enviados à CPI do Crime Organizado revelou que 35 das 117 empresas que receberam valores superiores a R$ 5 milhões do Banco Master foram fundadas após 2021. Essas empresas, que representam cerca de 30% do total, somaram aproximadamente R$ 870 milhões em pagamentos entre 2022 e 2025.

O Banco Master, sob a gestão de Daniel Vorcaro, começou a operar em 2021. As transações realizadas por essas empresas foram classificadas pela instituição financeira como pagamentos por serviços prestados, conforme declarado à Receita Federal. Entre as 117 empresas que receberam os maiores valores, 35 foram constituídas a partir de 2021, conforme os dados da Receita Federal.

Entre as empresas mais jovens, algumas receberam quantias significativas logo após serem criadas. Por exemplo, a Telure, estabelecida em 2023, obteve mais de R$ 110 milhões do banco. A diretora da Telure, Fabia Franca, recebeu R$ 5.000 de auxílio emergencial durante a pandemia, o que levanta questionamentos sobre a compatibilidade desse auxílio com a gestão de uma empresa que recebe altos valores.

Fabia também dirige a Nanook, criada dois meses antes e que recebeu R$ 93 milhões, além da Utter, que foi fundada em julho de 2022 e recebeu R$ 48 milhões. A soma dos recursos recebidos por essas três empresas levanta suspeitas sobre a real finalidade de suas atividades, especialmente considerando que algumas delas foram alvo de investigações da Polícia Federal.

Adicionalmente, a lista de empresas recentes inclui a Meta Consultoria, ligada a Ronaldo Bento, ex-ministro da Cidadania, e a Consult Inteligência, de Francisco Craveiro, que está relacionada ao filho do ministro do STF Kassio Nunes Marques. A MAA, de Marcio Alaor Araújo, ex-vice-presidente do BMG, também figura entre as beneficiadas. Araújo foi recentemente alvo de um pedido de indiciamento no relatório da CPMI do INSS, embora tenha negado as acusações.

Em relação às investigações, o Depoimento de Jaques Wagner à Polícia Federal sobre o caso Master foi adiado a pedido da defesa, sendo essa a segunda oitiva cancelada na mesma semana. O depoimento do empresário Augusto Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro, também foi adiado, somando-se aos desdobramentos em torno do caso.

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