Na madrugada da última quinta-feira (30), os Estados Unidos iniciaram uma série de bombardeios direcionados ao Irã, marcando o fim de uma pausa de cinco dias. A retaliação ocorreu em resposta a um ataque de Teerã contra forças americanas na Jordânia, que aconteceu na quarta-feira (29).
O presidente Donald Trump havia anunciado previamente a intenção de retomar os ataques durante uma coletiva na Casa Branca, afirmando: "Então agora é nossa vez". O Comando Central das Forças Armadas dos EUA, responsável pelas operações na região do Oriente Médio, informou que os alvos dos bombardeios incluíram centros de comando e instalações de drones da Guarda Revolucionária.
Os ataques duraram duas horas, encerrando-se às 2h locais, ou 19h30 em Brasília. Em resposta, o Irã lançou novos mísseis e drones contra bases americanas na Jordânia e no Kuwait na manhã seguinte. Essa dinâmica sugere um retorno ao padrão de ataques pontuais entre as duas nações, sem que se desenhe um conflito mais amplo como o que ocorreu anteriormente.
Trump havia decretado a pausa nos ataques na sexta-feira (24), buscando o que ele chamou de "conversas amigáveis" com Teerã. No entanto, o governo iraniano negou qualquer contato e continuou a atacar bases americanas na região.
O Paquistão, que atua como mediador nas negociações, informou que as conversas entre as partes continuam, embora de forma lenta, mesmo diante da escalada de violência. As ações militares entre EUA e Irã servem como uma linguagem para demonstrar força enquanto os dois lados tentam discutir questões centrais, como controle sobre o estreito de Hormuz, o programa nuclear iraniano e a segurança regional.
O controle sobre o estreito de Hormuz se torna cada vez mais urgente devido ao impacto que a insegurança nessa área pode ter no mercado global de petróleo e gás natural. A passagem pelo estreito representa 20% da produção mundial, o que torna a situação ainda mais delicada.