Através de uma parceria entre a prefeitura e a Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf), Salgueiro contará com uma ferramenta que deve otimizar as filas de espera para atendimento às crianças com Transtorno do Espectro Autista (TAE) ou outras deficiências. Alunos de Engenharia de Produção e de Ciência da Computação do Campus Salgueiro da universidade desenvolveram um aplicativo para melhorar a organização, transparência e o fluxo dessas filas. O app “ConectaCEAI: Plataforma Digital para Redução de Filas e Humanização do Atendimento de Crianças com Autismo e outras condições no SUS” está nos ajustes finais e será disponibilizado em breve no Google Play (Android) e Apple Store (iOS).
Segundo a Univasf, o aplicativo foi concebido pelos estudantes de Engenharia de Produção Izabela Viana, José Cinval, Alana Vitória Gomes de Sá e Eriky Rian Oliveira Cruz, a partir de diálogos com a Secretaria Municipal de Saúde e vivências no setor público. O algoritmo do programa foi criado por Emanuel Flávio dos Santos Silva, aluno do curso de Ciência da Computação. Recentemente os discentes apresentaram o projeto para o vice-prefeito, Emmanuel Sampaio.
Para a elaboração da plataforma, os estudantes realizaram visitas técnicas às unidades de saúde e puderam conferir na prática a dinâmica dos atendimentos, fluxos e os desafios enfrentados pelos profissionais de saúde. Além disso, foi firmado um convênio entre a prefeitura e a Univasf, que possibilitou a inserção de estudantes da Univasf em estágios supervisionados na gestão municipal.
Com base nessa experiência prática, os discentes desenvolveram o aplicativo voltado à ampliação da transparência e organização dos atendimentos às crianças autistas ou com outras atipicidades, principalmente serviços como terapia ocupacional e consultas com psicólogo. O projeto foi idealizado pelo professor Carlos Jefferson de Melo Santos, do Colegiado de Engenharia de Produção, por meio de estudos na área da saúde com organizações locais. Ele precisou se afastar para cursar doutorado e passou a supervisão do trabalho para o coordenador do colegiado, Lenilson Olinto, que deu continuidade.
Com o aplicativo instalado no celular, as mães e pais de crianças neurodivergentes poderão acompanhar a posição de seus filhos nas filas, o que reduz incertezas, melhora a comunicação com o governo e promove uma experiência mais humanizada no acesso aos serviços. “A iniciativa reforça o papel da Universidade como agente de transformação social, mostrando como a integração entre ensino, pesquisa e gestão pública podem gerar soluções inovadoras com impacto direto na vida da população”, destaca o professor Olinto.
Por Chico Gomes