Um estudo recente da Scanntech revela que mais da metade das canetas emagrecedoras utilizadas no Brasil pode ser originária do mercado informal. Os dados indicam que o uso de medicamentos à base de GLP-1, que são eficazes no controle da glicemia e na promoção da saciedade, cresceu 239% no primeiro trimestre de 2026 em relação ao mesmo período do ano anterior.
Para chegar a essa conclusão, a Scanntech analisou as vendas de seringas em farmácias, estabelecendo uma linha de base histórica associada ao consumo de insulina. O aumento das vendas acima da tendência esperada foi utilizado como indicador do uso de medicamentos adquiridos em ampolas fora dos canais formais de comercialização.
Em complemento a essa análise, a empresa realizou uma pesquisa com mais de 2.000 adultos que representam a população brasileira. Os resultados mostraram que 6% dos adultos no Brasil fazem uso de canetas emagrecedoras.
Entre os usuários do medicamento, um expressivo percentual de 87,4% afirmou arcar com os custos do tratamento utilizando recursos próprios. Isso destaca a prevalência da autossuficiência financeira entre aqueles que buscam esse tipo de terapia.
Além disso, a pesquisa revelou que 47,3% dos entrevistados demonstraram interesse em iniciar ou retomar o tratamento com GLP-1, especialmente com a chegada de novas opções ao mercado, evidenciando uma demanda crescente por essas alternativas.
A tirzepatida, um novo medicamento em fase de testes, promete reduzir até 28% do peso corporal, levantando questões sobre sua possível indicação para adolescentes. A continuidade do tratamento da obesidade com canetas emagrecedoras é um aspecto importante a ser considerado, dado que esses medicamentos exigem uso prolongado para resultados eficazes.