EUA expulsam delegado da PF após tentativa de usar sistema de imigração para deter Ramagem sem pedido formal de extradição

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O Departamento de Estado dos Estados Unidos determinou a saída do país do delegado da Polícia Federal Marcelo Ivo de Carvalho, oficial de ligação brasileiro junto ao Serviço de Imigração e Controle de Aduanas (ICE), na tarde desta segunda-feira (20).

O Escritório para o Hemisfério Ocidental do Departamento de Estado confirmou a expulsão em publicação no X/Twitter: “Nenhum estrangeiro pode manipular nosso sistema de imigração para contornar pedidos formais de extradição e prolongar caças às bruxas políticas em território dos EUA. Hoje, pedimos que o funcionário brasileiro relevante deixe nossa nação por tentar fazer isso.”

Marcelo Ivo de Carvalho é natural de Santos (SP), entrou na Polícia Federal em 2003 e estava lotado no escritório do ICE em Miami desde agosto de 2023. Era o único delegado federal brasileiro designado para atuar diretamente nas dependências da agência americana, coordenando a cooperação em investigações transfronteiriças e operações migratórias na região da Flórida.

A expulsão tem origem direta na detenção do ex-deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ). Ramagem foi detido pelo ICE em 13 de abril, em Orlando, na Flórida, após abordagem por infração de trânsito.

Com a verificação da documentação, constatou-se a invalidade de seu passaporte diplomático, anulado pela Câmara em dezembro de 2025 após a cassação de seu mandato.

O diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, afirmou que a prisão foi fruto de “cooperação policial internacional entre a Polícia Federal e as autoridades policiais dos EUA no combate ao crime organizado”.

Segundo reportagem da BBC, a prisão de Ramagem foi articulada meses antes entre a Polícia Federal e autoridades migratórias americanas.

O documento usado para justificar a detenção não citava crimes praticados no Brasil nem pedido formal de extradição. Dois dias após a detenção, o ICE comunicou à PF que Ramagem foi liberado por “decisão administrativa” e poderia permanecer nos EUA.

O ex-parlamentar agradeceu à “alta cúpula da administração Trump” pela soltura e criticou o diretor-geral da PF, defendendo seu afastamento.

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