O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, declarou que as Forças Armadas estão em prontidão para reiniciar os ataques ao Irã, caso não haja um acordo nuclear entre as nações. As conversações visam reduzir as tensões no Oriente Médio e estão em andamento.
Durante um discurso no Shangri-La Dialogue, realizado em Singapura, Hegseth enfatizou que os EUA estão preparados para recomeçar as ações militares se necessário. "Nossa capacidade de recomeçar, se necessário… somos mais do que capazes", afirmou. Ele acrescentou que os estoques de armamentos são suficientes tanto em território americano quanto globalmente, permitindo que os EUA mantenham uma posição robusta.
A declaração do secretário ocorreu em um evento que reúne líderes de defesa, militares e diplomatas da Ásia. Hegseth ressaltou que os Estados Unidos não estão se distanciando da região da Ásia-Pacífico, apesar das tensões com o Irã. "Podemos fazer duas coisas ao mesmo tempo", destacou, referindo-se ao fortalecimento da base industrial de defesa do país para garantir o financiamento adequado das operações militares em todo o mundo.
O presidente dos EUA, Donald Trump, foi mencionado por Hegseth como uma figura que busca um "grande acordo" que assegure que o Irã não consiga desenvolver armas nucleares. Na sexta-feira (29/5), Trump apresentou as condições que, segundo ele, seriam essenciais para um possível acordo com o Irã, visando a resolução das tensões no Oriente Médio.
Em suas declarações nas redes sociais, Trump destacou que o Irã deve se comprometer a não desenvolver armas nucleares e reabrir imediatamente o Estreito de Ormuz, sem taxas ou restrições à navegação internacional. A agência Fars News Agency, associada ao governo iraniano, informou que a proposta ainda está sendo avaliada e que nenhuma decisão final foi tomada. Os iranianos contestaram a ideia de que o acordo inclua a abertura irrestrita do Estreito de Ormuz ou a destruição de seu programa nuclear.
Um dos principais pontos levantados pelo governo iraniano é a liberação de US$ 12 bilhões em ativos congelados no exterior. O Irã afirmou que não avançará nas negociações sem que essa exigência seja atendida.