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Política

Ex-ministros petistas apresentam propostas contra ômicron em reunião com Lula

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Ex-ministros da Saúde de governos petistas apresentaram nesta terça-feira (18) um conjunto de sugestões de ações para enfrentamento da Covid-19. As propostas podem ser implantadas imediatamente por governos e prefeituras administrados pelo PT, ou serem incluídas no plano de governo de uma eventual candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva, que esteve presente na reunião.

O debate, de quase três horas às portas fechadas, foi na Fundação Perseu Abramo, ligada ao partido, na zona sul de São Paulo. Presencialmente, além de Lula, participaram o ex-ministro da Saúde Arthur Chioro (2014 e 2015), Aloizio Mercadante, que chefiou três pastas da gestão de Dilma Rousseff, o ex-presidente da Anvisa Dirceu Barbano e a deputada federal Gleisi Hoffmann, presidente do PT.

De forma virtual, outros cinco ex-ministros da Saúde e técnicos em saúde também participaram da reunião. “Não dá para esperar uma campanha eleitoral para debater problemas imediatos”, afirmou Mercadante, sobre a disputa pela Presidência que deve envolver o partido. Para muitas das propostas, porém, os petistas não apresentaram como seriam postas em práticas.

O encontro foi o segundo promovido a partir de grupos de estudos da fundação. O primeiro foi na semana passada com especialistas em economia e o próximo deverá ser sobre educação.

Após a apresentação de dados sobre os vários estágios da pandemia do novo coronavírus no Brasil e no mundo, os ex-ministros mostraram as sugestões para o conjunto de ações para enfrentamento da Covid-19, sendo algumas que já são implantadas, como a testagem em massa, defendida por Edinho Silva, prefeito de Araraquara, que também participou da reunião.

“São propostas do que podem ser feitas e cobradas do governo atual”, afirmou Chioro, que listou números da explosão de casos de pessoas com Covid-19 em decorrência da variante ômicron, apesar do apagão de dados, em uma das inúmeras críticas à gestão Jair Bolsonaro e ao ministro da Saúde, Marcelo Queiroga.

Entre as ações mencionadas está o reforço no atendimento de atenção básica, nas UBSs (Unidades Básicas de Saúde) ou UPAs (Unidades de Pronto Atendimento). Isso porque, ao contrário de estágios anteriores da pandemia, quando havia mais internações, o gargalo está nesses postos de atendimento primário.

Os ex-ministros discutiram também a necessidade de distribuição aos mais vulneráveis de máscaras do tipo PFF2 em razão do alto grau de contágio da ômicron.

Para o futuro, os ex-integrantes de governos petistas apresentaram a proposta de criação de um Centro Nacional de Controle de Doenças e discutiram como combater o passivo que será deixado pela pandemia, como casos de câncer que deixaram de ter acompanhamento.

E ganhou destaque a sugestão de criação de uma política econômica e industrial de saúde que tornaria o país protagonista no combate de doenças.

“Há uma janela de oportunidades, pois os Estados Unidos e a Europa não querem mais depender exclusivamente da Ásia para compra de insumos”, afirmou Mercadante, reforçando que o país detém tecnologia para entrar neste mercado. “O Brasil pode ser soberano.”

Os ex-ministros também defenderam a necessidade de investimento em pesquisa. “Acabaram com a ciência”, afirmou Chioro.

Segundo eles, é preciso convencer 67,7 milhões de pessoas que ainda não tomaram a segunda dose da vacina contra a Covid e dar força para a vacinação de crianças, que começou na última segunda (17). “Em uma campanha de vacinação, imunizamos 20 milhões de crianças em um único dia”, afirmou Mercadante.

Os petistas ainda criticaram a perda de R$ 25 bilhões no orçamento do Ministério da Saúde para este ano.

Por:Brasil ao Minuto

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Política

Após pressão do PL, Marcelo Ramos é destituído da vice-presidência da Câmara

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Por decisão do ministro Alexandre de Moraes, do deputado federal, Marcelo Ramos (PSD-AM) foi destituído da vice-presidência da mesa diretora da Câmara dos Deputados, nesta terça-feira (23). O presidente da Casa, Arthur Lira (PP-AL), já convocou eleições internas para escolher o substituto.
Segundo a decisão, o cargo de vice-presidente da Câmara ocupado por Ramos estava vinculado ao seu antigo partido, o PL, pelo qual foi eleito para ocupar a cadeira.
Opositor incisivo do presidente Jair Bolsonaro (PL), Marcelo Ramos saiu do PL com a chegada de Bolsonaro. Com sua ida para o PSD, o deputado federal fez um acordo com Valdemar Costa Neto — presidente do PL — para continuar no cargo. Com a retirada de seu nome da mesa diretora, contudo, o acordo não foi cumprido.
Marcelo Ramos afirmou que sua destituição se deu por pressão de Bolsonaro ao presidente da Câmara, Arthur Lira. Segundo ele também, houve chantagem sobre perder o cargo, caso o parlamentar continuasse a criticar o chefe do Palácio do Planalto.
“Alguns achavam que me chantageavam quando sugeriram meu silêncio nas críticas ao presidente e na defesa do Amazonas para que não me retirassem da vice-presidência da Câmara em um gesto ilegal, arbitrário e antidemocrático. Eu não sou homem de trocar cargo por silêncio. Não troco meu dever de defender 19 milhões de brasileiros, sendo 5 milhões de crianças, que passam fome, 12 milhões de brasileiros desempregados, por cargo”, disse Ramos. “Fui eleito pelo voto de 396 deputados e deputadas e destituído por 1 e atendendo a uma ordem do Presidente da República”, complementou.
Quem me mediu pela sua régua. Vai confirmar o que todos já sabem. Diferente dos que vendem suas consciências e vendem a democracia por alguns tostões, eu sempre ficarei com os meus ideias. Amanhã irei a Tribuna da Câmara dos Deputados falar ao Brasil.— Marcelo Ramos  May 23, 2022
 
Sobre a decisão de Alexandre de Moraes, Ramos afirmou que não pretende recorrer e respeita a decisão do ministro.
“Quero dizer que respeito e cumpro a decisão do Ministro Alexandre de Moraes, que não julgou o mérito, mas a incompetência do TSE. Eu sou um democrata e jurei a Constituição, defendo as decisões judiciais até quando discordo delas”, disse.
Foto: Paulo Sérgio/Câmara dos Deputados
Por Diário de Pernambuco

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Política

Desistência de Doria aumenta chances de Lula vencer no 1º turno, diz pesquisador

A avaliação é do cientista político e diretor da Quaest, Felipe Nunes.

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A desistência do ex-governador João Doria (PSDB) de concorrer à Presidência da República aumenta as chances do pré-candidato do PT, Luiz Inácio Lula da Silva, vencer as eleições presidenciais em primeiro turno. A avaliação é do cientista político e diretor da Quaest, Felipe Nunes. Em parceria com o banco Genial, a Quaest tem produzido pesquisas de intenção de voto nacionais e estaduais.

Na avaliação do pesquisador, é possível analisar a saída de Doria da disputa presidencial a partir de três pontos de vista: político, simbólico e numérico. “Politicamente, Lula aumenta as chances de vitória no primeiro turno com o voto útil, pois o eleitor do Doria rejeita mais Bolsonaro do que Lula”, defende Nunes. Nos cálculos da Quaest, 77% dos eleitores do ex-governador paulista rejeitam o presidente e 62% rechaçam o petista.

Já do ponto de vista simbólico, seria a oportunidade de a terceira via se unir e apresentar um candidato único, acredita Felipe Nunes. O tucano retirou sua pré-candidatura nesta segunda-feira, diante da dificuldade de conquistar apoio no PSDB, que prefere apoiar a senadora Simone Tebet (MDB) ao Palácio do Planalto. Em pesquisas qualitativas, ela apresenta rejeição menor.

“Simbolicamente, a terceira via aumenta as chances de organizar sua tropa para tentar viabilizar uma opção fora da polarização. A coordenação das elites é fundamental para que os eleitores possam tomar decisões eleitorais. Até aqui, a terceira via mais atrapalhou do que ajudou o eleitor”, destaca o diretor da Quaest.

Já do ponto de vista numérico, lembra Felipe Nunes, o ex-governador de São Paulo sempre registrou baixa intenção de voto nas pesquisas. “Numericamente, não tem mudança significativa porque Doria sempre apareceu com pouco voto (de 3% a 5%). Mas Ciro (Gomes, do PDT) tem o maior potencial entre esses eleitores (54%). Lula tem potencial de 36% e Bolsonaro de 19%”, afirma o cientista político. “(Simone) Tebet é muito desconhecida”, acrescenta.

Por Estadão Conteúdo

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Política

“Pernambuco precisa de representantes do Agro na Câmara Federal”, afirma Guilherme Coelho

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O pré-candidato a deputado federal, Guilherme Coelho (PSDB/PE), tem realizado uma agenda intensa em vários municípios pernambucanos, fortalecendo apoios, fazendo novos aliados e visitando diversos eleitores. O movimento tem um objetivo claro: conquistar uma vaga de deputado por Pernambuco no Congresso Nacional. E Guilherme tem grandes chances de vitória nestas eleições.

Na última semana, Guilherme participou de encontro partidário no Recife, passando também por cidades como Afrânio, Cabrobó, Mirandiba, Arcoverde e Caruaru. Em todos os lugares Guilherme reforça o seu compromisso com o desenvolvimento regional, destacando o potencial do Estado para o Agro, em seus diversos segmentos.

“Nosso Pernambuco tem muitas riquezas, especialmente no Agro. Seja com a produção de cana-de-açúcar da Zona da Mata, com a bacia leiteira e avicultura do Agreste e Araripe, com a caprinovinocultura e fruticultura irrigada do Sertão, com a agricultura familiar. Pernambuco precisa de representantes do Agro na Câmara Federal para fazer toda esta potencialidade virar mais emprego e renda”, destacou Guilherme.

Ao longo de sua recente caminhada política, Guilherme Coelho tem se destacado por ser um líder do segmento Agro. Enquanto deputado federal, atuou na renegociação de dívidas de produtores rurais e redução de impostos para a exportação de frutas do país. Posteriormente assumiu a presidência da Abrafrutas, uma associação de fomento à produção e exportação de frutas brasileiras, que lhe deu ainda mais projeção, inclusive representando o país em feiras e exposições internacionais. Com toda esta bagagem, Guilherme se credencia ainda mais para representar Pernambuco na Câmara dos Deputados.

 

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