O ex-secretário-adjunto da Casa Civil, Vicente Santini, foi exonerado pelo então presidente Jair Bolsonaro após utilizar um avião da Força Aérea Brasileira (FAB) para uma viagem à Índia. Santini fazia parte da chapa do candidato ao Senado por São Paulo, Guilherme Derrite, do Partido Progressista (PP). Durante sua atuação, Santini também acompanhou comitivas em viagens oficiais à Suíça.
Na ocasião da viagem à Índia, Santini ocupava a posição de ministro em exercício, uma vez que o titular da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, estava de férias. No entanto, o uso do jato da FAB gerou descontentamento em Bolsonaro, que considerou a atitude “imoral” e sugeriu que Santini poderia ter optado por um voo comercial.
Embora tanto a FAB quanto a Casa Civil tenham afirmado que a utilização da aeronave estava dentro das normas legais, a reação de Bolsonaro levou à exoneração de Santini. Após sua saída do cargo, ele foi nomeado para um novo posto na Casa Civil, onde atua como assessor especial na Secretaria Especial de Relacionamento Externo.
Além de sua atuação política, Vicente Santini declarou à Justiça Eleitoral bens que totalizam R$ 41,5 milhões. Ele também é um dos coordenadores da campanha de Flávio Bolsonaro, candidato à Presidência da República pelo Partido Liberal (PL).
A demissão de Santini levanta questões sobre a utilização de recursos públicos e a ética nas viagens oficiais, especialmente em um contexto onde o uso de aeronaves da FAB é frequentemente debatido. A situação destaca a necessidade de transparência e responsabilidade no uso de bens públicos por autoridades.