Exposição sobre a história do Carnaval de Salgueiro ao longo de 50 anos é realizada na Casa da Cultura

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Entrou em cartaz na Casa da Cultura nesta segunda-feira, 2, uma exposição que visa resgatar a história do Carnaval de Salgueiro ao longo de meio século, entre a década de 1960 até os dias atuais. Realizada pelo Centro de Arte Mestre Jaime, com apoio da Secretaria de Cultura e Esportes, a mostra tem como tema “Salgueiro: blocos, bailes, bandas e trios” e ficará aberta ao público até o dia 22 de fevereiro. A exposição reúne várias alas dos carnavais da cidade em 50 anos, com imagens em preto e branco e a cores, mostrando a festa popular realizada por pequenos e grandes grupos de foliões.

Jaime Conserva, um dos curadores da mostra, explica que a ideia é destacar o valor histórico da folia salgueirense, considerando a importância dos blocos, que sempre foram a força do Carnaval. “É uma tradição que vem dos anos 1940 com o nascimento da Bicharada, que chega aos 80 anos de história”, ressalta.

Além da folia de rua, a exposição também mostra a força das festividades realizadas em espaços fechados. Na ala Carnaval de Clube são expostas fotografias dos blocos que tiveram auge entre os anos 1970 até meados da década de 1990, com os bailes nos clubes ACS e Executivo. Entre os blocos destacados estão: Tubarão, Falta de Fôlego, Apache, Mosodroc’s, Kça Cheiro, Skorpyos, Insetos, Leque Moleque, Virakopus, Massa Real, Nois Sofre Mas nois goza, Bloco da UED e Karrapicho.

O projeto tem concepção, pesquisa e curadoria do jornalista Emanuel Andrade, já experiente na confecção de exposições e livros a respeito de memórias socioculturais. “Salgueiro tem uma tradição multicultural que inclui blocos de jovens, a Bicharada do Mestre Jaime, batucadas, trios elétricos, e orquestra de músicos gabaritados sob a batuta de Zé Paixão. Pode-se dizer que temos uma cena cultural riquíssima na história dos carnavais e que as novas gerações precisam conhecer”, pontua o jornalista.

A exposição também conta com fotos que mostram a euforia das crianças fantasiadas nas ruas e nos clubes, bem como a memória e evolução dos trios elétricos, desde que chegaram à cidade na década de 1980, e as tradicionais orquestras de frevo, que animam o Carnaval salgueirense há várias décadas.

Por Chico Gomes

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