Na tarde desta quarta-feira (15), familiares e amigos de Rodrigo Resende do Prado se reuniram para o velório do homem de 46 anos, que faleceu no domingo (12) no Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF). O sepultamento ocorreu no Cemitério Campo da Esperança de Taguatinga, onde os presentes usavam camisetas com a imagem de Rodrigo e seguravam cartazes pedindo por justiça.
Rodrigo era um dos dez irmãos da família, e sua morte gerou grande comoção entre os parentes. Bianca Resende de Almeida, de 57 anos, destacou a alegria e a bondade do irmão, lembrando que ele se dedicava especialmente aos cuidados da mãe, que enfrenta problemas de saúde. "Ele era muito presente e fazia questão de cuidar dela", afirmou.
De acordo com Bianca, Rodrigo deixava um filho de seis anos, criado pela avó materna. Ele havia abandonado o trabalho devido a problemas de saúde e se dedicava a pequenos serviços com materiais recicláveis, permitindo que ficasse próximo da mãe, que teve um fêmur quebrado e apresenta diabetes e início de Alzheimer.
Durante o velório, a indignação dos familiares foi palpável. Eles expressaram sua frustração pela falta de acolhimento por parte das instituições de saúde. "O governo e o Iges só emitem nota. Não recebemos nenhum apoio, nenhuma ligação perguntando como estamos", lamentou um dos presentes.
O Instituto de Gestão Estratégica do DF (Iges-DF), responsável pela administração do HBDF, emitiu uma nota lamentando a morte de Rodrigo. O comunicado informou que ele chegou a ser levado para a sala vermelha, mas não resistiu. O Iges explicou que o paciente havia solicitado atendimento na recepção e, em seguida, sofreu um mal súbito na área externa do hospital.
Assim que soube do ocorrido, a equipe do HBDF foi acionada para iniciar as manobras de reanimação cardiopulmonar (RCP). Apesar da tentativa imediata da equipe multiprofissional e da adoção das medidas terapêuticas necessárias, Rodrigo não respondeu e faleceu.