Estudos demonstram que certos indivíduos parecem ser mais atraentes para os mosquitos, e essa preferência não se limita apenas ao tipo sanguíneo. Um dos principais fatores que contribui para isso é a liberação de dióxido de carbono, que é maior entre grávidas, tornando-as mais suscetíveis às picadas desses insetos.
A alimentação também desempenha um papel significativo na atração dos mosquitos. Um estudo realizado em 2025 revelou que pessoas que consomem cerveja têm 44% mais chances de serem picadas. Além disso, aqueles que consumiram cannabis ou tiveram relações sexuais na noite anterior apresentaram um aumento de 35% e 46% na atração por mosquitos, respectivamente. A banana também se destaca como um alimento que pode aumentar a probabilidade de picadas.
Embora haja crenças de que alimentos salgados, picantes ou doces possam atrair mosquitos, ainda não existem evidências científicas robustas que comprovem essa relação. Outros fatores que influenciam a atração incluem o odor corporal, a oleosidade da pele, a temperatura do corpo e até mesmo a cor das roupas. Indivíduos com temperatura corporal elevada são mais propensos a serem picados.
Para aqueles que frequentemente enfrentam picadas de mosquitos, algumas precauções simples podem ser adotadas. Um estudo apontou que o uso de protetor solar pode reduzir em 48% a atratividade para os insetos. Outras recomendações incluem cobrir o corpo, manter as janelas fechadas e optar por roupas claras, especialmente brancas.
Apesar dessas medidas, especialistas enfatizam que os repelentes permanecem como a opção mais eficiente de proteção. O pesquisador Cameron Webb, especialista em mosquitos, destaca que o uso de repelente continua sendo a melhor forma de se proteger contra essas picadas.
Para quem busca alternativas naturais, algumas plantas são conhecidas por repelir mosquitos e outros insetos. O entomologista Roberto M. Pereira menciona que certas plantas produzem compostos que atuam como defesas naturais. Entre as opções estão: citronela, capim-limão, hortelã, erva-dos-gatos, sálvia, petúnia, calêndula e alecrim.