Filho que matou mãe no DF diz que parou de tomar remédios: “Fazia mal”

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Preso por matar a mãe, Maria Elenice de Queiroz, de 61 anos, Vinicius de Queiroz disse, durante o interrogatório, que interrompeu o uso do medicamento para depressão por sentir que ele estava “fazendo mal” a sua rotina.

Veja o depoimento:

O estudante de economia da Universidade de Brasília (UnB), de 23 anos, disse à delegada plantonista que foi “tirando aos poucos” o remédio.

A medicação estava me fazendo mal. Ela fazia eu apagar durante a noite e, às vezes, eu não acordava a tempo de ir pra faculdade. Não abandonei, fui tirando aos poucos. Mas não fez tanta diferença, continuei dormindo normalmente”, afirmou Vinícius à polícia.

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Mulher morta pelo filho em apartamento no Guará

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Maria Elenice, 61 anos

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A vítima era empreendedora, tinha um espaço da Herbalife no Guará

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Foto nas redes sociais

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Vinícius de Queiroz Nogueira Dourado

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Mulher morta pelo filho em apartamento

Arthur de Souza/ Metrópoles


Mais detalhes:

  • Vinícius de Queiroz foi preso em flagrante por policiais militares do 4º BPM (Guará), em um apartamento no Polo de Modas, na QE 4o do Guará II (DF);
  • Segundo a PM, ele estava sentado no sofá de casa quando os militares entraram no apartamento da família. O estudante demonstrou frieza perante os PMs;
  • Maria Elenice foi atingida com um golpe de faca na região do pescoço. Ela era empreendedora, tinha um espaço da Herbalife, no Guará;
  • “A vítima estava em parada cardiorrespiratória e não resistiu aos ferimentos”, informou o Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF);
  • O boletim de ocorrência foi registrado na Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (Deam), que investiga o caso como feminicídio.

Sonho

Ainda no interrogatório, a delegada perguntou se ele já tinha sonhado com o momento do crime. Vinícius respondeu: “Sonhar, eu já sonhei com isso, sim. É como se eu já tivesse visto isso antes”.

Ele comentou ainda que agiu por “impulso”.

“Nós somos de personalidades diferentes. Ela fala um pouco alto e tal, eu tenho um pouco de sensibilidade, e acabei atacando ela. Foi isso. Eu a acertei com uma facada na jugular”, contou.

A delegada plantonista da Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (Deam) também questionou se ele já havia tido essa vontade súbita e estranha em outras ocasiões, e o jovem respondeu: “Não foi a primeira vez, mas antes eu conseguia controlar. Eu não me descontrolava exatamente, eu só ficava muito deprimido ou esmurrava alguma coisa”.

Fonte: Metropole

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