O candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL), reafirmou nesta quinta-feira (6/8) que não existem novos escândalos que possam prejudicar sua campanha. Durante uma entrevista, o senador destacou que sua relação com o banqueiro Daniel Vorcaro foi estritamente transacional, destinada a financiar o filme cine-biográfico de Jair Bolsonaro, denominado Dark Horse.
Flávio enfatizou sua convicção de que não há "nada de errado" em suas ações. Em maio, sua pré-campanha havia enfrentado um revés significativo após o Intercept Brasil divulgar áudios em que Flávio solicitava R$ 134 milhões ao proprietário do Banco Master. As gravações evidenciam uma proximidade entre o senador e o banqueiro, que era tratado por ele como "irmão".
"Eu posso te garantir que não tem nada de errado da minha parte. Não tem absolutamente nada que eu tenha feito que possa ser envolvido em algo errado. Estamos competindo com alguém que joga sujo e manipula investigações, que usa a PF para perseguir adversários", declarou Flávio durante sua participação no podcast Market Makers.
Além do financiamento do filme, Flávio se encontrou com Vorcaro após a primeira prisão do banqueiro, ocorrida em novembro de 2025, quando ele já estava em prisão domiciliar. Conversas entre os dois, que foram divulgadas pela imprensa, revelaram que o senador havia combinado uma sessão de cinema para assistir ao filme com seu pai e Vorcaro.
A campanha de Flávio Bolsonaro entrou em uma nova fase com a indicação do deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL) como candidato a vice-presidente. A chapa, composta por Gaspar e Flávio, pretende intensificar as críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Durante a entrevista, Flávio defendeu a escolha do vice e reiterou que seu objetivo inicial era contar com uma mulher na vice-presidência, de preferência, de um partido diferente para agregar à campanha. O presidenciável participou do programa ao lado de uma das possíveis candidatas, a ex-presidente da Caixa Econômica Federal, Daniella Marques.