Durante o programa de Ricardo Noblat, o colunista fez críticas à recente postura do senador Flávio Bolsonaro, que buscou se aproveitar da operação da Polícia Federal contra o líder do governo na Bahia, Jaques Wagner. Noblat observou que a viagem de Flávio a São Paulo, onde lançou uma plataforma de segurança pública, parece ter como objetivo reverter sua queda nas pesquisas, particularmente entre eleitoras e evangélicos.
Ao se apresentar ao lado de Sérgio Moro e Guilherme Derrite, Flávio fez uma declaração controversa sobre a operação da PF, afirmando que foi um "péssimo dia para o PCC, para o Comando Vermelho e para o PT". Noblat, por sua vez, concordou que o dia foi realmente difícil para o Partido dos Trabalhadores, mas criticou a tentativa do senador de associar o partido a organizações criminosas.
O jornalista classificou a declaração de Flávio como uma provocação barata e oportunista, que reflete uma tentativa desesperada de tirar proveito político em um momento de crise. Noblat ressaltou que essa estratégia não faz mais do que evidenciar os próprios desgastes de Flávio em relação à Justiça, enquanto ele tenta se mostrar inocente em meio a seus problemas legais.
Essa abordagem de Flávio Bolsonaro, ao tentar vincular o PT a grupos criminosos, levanta questões sobre a ética e a responsabilidade no discurso político, especialmente em tempos de polarização acentuada. A tentativa de capitalizar em cima da situação do PT, enquanto enfrenta seus próprios desafios, pode ser vista como uma manobra de desespero diante da queda nas intenções de voto.
Com a proximidade das eleições, a estratégia de Flávio e suas implicações para a política nacional e para sua imagem pública permanecem em discussão, enquanto o senador busca recuperar apoio e credibilidade na área de segurança pública.