A pré-campanha de Flávio Bolsonaro tem sido marcada por controvérsias desde que seu registro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) revelou uma filiação incorreta ao partido Missão, em vez de ao Partido Liberal (PL). Em resposta a essa situação, o senador decidiu gravar um vídeo no qual acusa o 'sistema' de perseguição, buscando se colocar na posição de vítima diante do ocorrido.
No entanto, o presidente do partido Missão, Renan Santos, rebateu as alegações de Flávio, afirmando que possui provas de que a filiação foi originada a partir de um e-mail e dados da própria equipe do senador. Santos desafiou Flávio para uma acareação pública, onde seriam apresentados os registros e os IPs do sistema que gerou a filiação.
Para Ricardo Noblat, essa situação expõe um padrão de desespero e uma série de confusões que têm caracterizado a pré-campanha de Flávio Bolsonaro. Além do episódio da filiação, o senador ainda enfrenta o silêncio sobre os repasses do Banco Master e a polêmica relacionada à promessa de oferecer vagas a autoridades norte-americanas durante a transição de governo. Outro ponto de atrito é a denúncia pública feita por Michelle Bolsonaro.
Flávio tem seguido uma estratégia que inclui a reprodução de passos, slogans e roteiros de comícios de seu pai, Jair Bolsonaro, passando por localidades como Copacabana, Juiz de Fora e a Avenida Paulista. Essa abordagem faz com que Flávio seja visto como um 'boneco de ventríloquo' de seu pai, incapaz de apresentar ideias próprias e recorrendo a um vitimismo aparente, além de insinuar irregularidades no processo eleitoral, na tentativa de galvanizar sua base de apoio.