O Airbus A400M, um avião militar, realizou recentemente o seu primeiro lançamento mundial de líquido retardante a partir de seu compartimento de carga. Essa adaptação, finalizada em apenas 15 dias, foi fruto da colaboração entre a Segurança Civil, as Forças Armadas da França e a fabricante Airbus, e visa fortalecer a resposta a incêndios no território francês.
Imagens do teste foram divulgadas no último domingo, 26 de julho de 2026. O vídeo mostra o A400M sobrevoando uma área aberta enquanto libera uma substância projetada para retardar o avanço das chamas, facilitando o trabalho das equipes de combate a incêndios em solo. O ministro da Defesa da França, Sébastien Lecornu, destacou a importância dessa nova capacidade, ressaltando que ela complementa os meios aéreos já utilizados nas operações de combate ao fogo.
A nova funcionalidade do A400M permite que a França amplie sua capacidade de lançar retardante em áreas ameaçadas, sem depender exclusivamente de aeronaves projetadas especificamente para esse fim. O ministro Lecornu enfatizou que o objetivo principal é combater incêndios com maior eficiência, em um momento em que o país enfrenta desafios significativos em relação a incêndios florestais.
No sudoeste da França, a situação é alarmante, especialmente na região da Gironda, onde a cidade de Bordeaux está localizada. Com o avanço das chamas, 55.000 pessoas foram evacuadas entre a noite de sábado, 25 de julho, e a madrugada de domingo, 26 de julho. Desde o início dos incêndios, 220 mil pessoas já foram forçadas a deixar suas residências nessa área.
As condições climáticas, incluindo ventos fortes e secura, têm dificultado as operações das equipes de combate. O incêndio na região metropolitana de Bordeaux voltou a ganhar força, criando ventos próprios e avançando de maneira irregular, conforme relatado pelo ministro do Interior da França, Laurent Nunez.
Além disso, a situação é crítica em toda a Europa, com um total de 267 mil pessoas evacuadas devido a incêndios nos dois países até sábado. Desde o começo de 2026, os incêndios florestais consumiram 254 mil hectares em todo o continente, representando um grande desafio para os serviços de emergência e para a segurança pública.