O Governo do Distrito Federal (GDF) está otimista quanto à arrecadação de R$ 1 bilhão em junho, resultado da operação de securitização da dívida ativa. A expectativa é que esse montante seja destinado ao Banco de Brasília (BRB), que está lidando com uma crise financeira após a aquisição de carteiras fraudulentas do Banco Master.
A securitização é um mecanismo que consiste na "venda" de créditos tributários ou não tributários que estão em atraso, oferecendo um desconto. Com isso, o governo cede ao mercado o direito de receber valores devidos por pessoas e empresas.
No mês de maio, o secretário de Economia do DF, Valdivino de Oliveira, destacou que o Tesouro local poderia receber até R$ 4 bilhões de forma imediata, através da cota sênior, além de um montante estimado em R$ 18 bilhões a ser recebido a longo prazo.
Em abril, o GDF já havia recebido a primeira parcela da operação de securitização, totalizando R$ 1 bilhão. Essa ação está sendo coordenada pelo BTG Pactual.
Paralelamente, o GDF está em negociação para obter um empréstimo de R$ 6,6 bilhões com o Fundo Garantidor de Crédito (FGC), com o intuito de fortalecer o BRB. Esse acordo já recebeu a homologação do ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), e foi aprovado pela Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF).