Apesar de existirem há décadas, as Forças Armadas do Brasil, compostas pela Marinha, Exército e Aeronáutica, só recentemente passaram a registrar a presença de mulheres em cargos de liderança. A ocupação desses espaços é resultado de uma trajetória marcada por desafios, enfrentamento de preconceitos e pela persistência de militares que abriram caminho para as gerações seguintes.
O caso mais recente é o da coronel médica Cláudia Lima Gusmão Cacho, de 57 anos, primeira mulher a alcançar o posto de general no Exército Brasileiro. A posse ocorreu em 1º de abril, em cerimônia no Clube do Exército, com a presença do ministro da Defesa, José Múcio.
Na Marinha, a entrada feminina foi autorizada em 1980, inicialmente restrita ao corpo auxiliar. Mais de três décadas depois, em 2012, a médica Dalva Maria Carvalho Mendes se tornou a primeira oficial-general das Forças Armadas, ao assumir o posto de contra-almirante.
Em 2018, a engenheira naval Luciana Mascarenhas da Costa Marroni também alcançou o generalato. Ambas já estão na reserva.
Outro marco ocorreu em 2023, quando Maria Cecília Barbosa da Silva Conceição se tornou a primeira mulher negra a atingir o posto de almirante da Marinha.
Na Força Aérea Brasileira (FAB), o ingresso feminino começou em 1995 no quadro de independentes e foi ampliado em 2003 para aviadoras. Em 2023, a Major-Brigadeiro médica Carla Lyrio Martins se tornou a primeira oficial-general de três estrelas da FAB.
Ao longo das últimas décadas, a presença feminina nas Forças Armadas tem avançado de forma gradual, com conquistas que consolidam a abertura de espaços historicamente ocupados por homens.
No ato da posse de Cláudia Cacho, o ministro da Defesa, José Múcio celebrou os avanços e disse que cada vez mais mulheres ocuparão altos cargos nas Forças Armadas.
Foto Lara Abreu/Arte Metrópoles
Por Metropoles