O governador de Minas Gerais, Romeu Zema, chegou em Brasília para protocolar um pedido de impeachment contra o ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes. O pedido se baseia em mensagens atribuídas ao banqueiro Daniel Vorcaro que indicariam que Moraes teria sido provocado a atuar em favor de interesses do empresário em investigações relacionadas ao Banco Master.
O material indicaria tentativa de interferência em decisões judiciais e levantaria suspeitas de crimes como tráfico de influência e corrupção passiva. Além disso, o texto também cita o pagamento de R$ 130 milhões em honorários advocatícios à mulher de Moraes em processos relacionados ao caso, o que, segundo os proponentes, configuraria indício de conflito de interesses.
O Novo decidiu abrir frentes simultâneas de atuação institucional, apresentando uma notícia-crime contra Moraes na Procuradoria-Geral da República e protocolando uma representação no Conselho de Ética contra o presidente da Casa, Davi Alcolumbre, acusando-o de omissão por não pautar pedidos de impeachment e por dificultar a instalação de CPIs sobre o Banco Master.
Os detalhes das ações e das novas frentes legislativas serão apresentados em coletiva de imprensa no Salão Azul do Senado Federal. O evento deve reunir as principais lideranças da sigla e congressistas aliados que defendem a fiscalização rigorosa do Judiciário.


