Reservatórios da Grande São Paulo começam o mês de março com um volume de água menor do que no mesmo período do ano passado. A diferença de mais de 248 bilhões de litros seria suficiente para abastecer toda a Grande São Paulo por cerca de dois meses. Em comparação com o início de março de 2024, a situação é ainda mais desfavorável, com 559 bilhões de litros a menos no Sistema Integrado Metropolitano (SIM).
A relevância do Sistema Cantareira é tão grande que, mesmo em crise, o sistema ainda representa sozinho 37% dos recursos. Em fevereiro, o Cantareira ganhou 128 bilhões de litros, saltando de 22,7% para 35,8% de sua capacidade. Com isso, a Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) autorizou a Sabesp a retirar mais água do reservatório. A região metropolitana está sob gestão de pressão noturna, das 19h às 5h, o que pode afetar o abastecimento em alguns pontos.
O Sistema Cantareira é o sistema mais afetado e conta, atualmente, com um volume 40% do que em 1º de março de 2025. Não por acaso, responde por 94% do déficit em relação ao ano passado (233 bilhões de litros a menos).


