Após quase dois meses de greve, os estudantes da Universidade de São Paulo (USP) decidiram encerrar a mobilização, que visava melhorias nas condições de alimentação, moradia e aumento das bolsas estudantis. A decisão foi tomada em uma reunião coletiva, onde os cursos puderam deliberar de forma independente sobre a continuidade da greve.
Durante a greve, um incidente ocorreu na noite de segunda-feira, quando um grupo de seis jovens, com idades entre 18 e 22 anos, invadiu o prédio da Administração Central da universidade. A Polícia Militar foi acionada e informou que os invadidores bloquearam o acesso ao edifício com barricadas, resultando em um confronto que deixou três seguranças feridos.
A PM prendeu os seis jovens, que estavam em posse de fogos de artifício, porretes, rádios comunicadores, um megafone, uma marreta e um estilingue. Além disso, houve danos a equipamentos e móveis da instituição. O Diretório Central dos Estudantes (DCE) da USP afirmou não ter relação com a invasão, enquanto o grupo que ocupou o prédio se declarou independente e se posicionou contra o fim da greve.
Os manifestantes foram levados ao 7º distrito policial, na Lapa, zona oeste de São Paulo, onde prestaram depoimento e foram liberados. O caso foi registrado como lesão corporal grave e dano ao patrimônio público, destacando a tensão entre os estudantes e a administração da universidade neste período de mobilização.
O encerramento da greve representa um desfecho para um longo período de reivindicações, onde os estudantes buscavam melhorias significativas em suas condições de vida acadêmica e pessoal. A expectativa agora é que as demandas apresentadas sejam analisadas pela administração da USP e que diálogos possam ser estabelecidos para evitar novos conflitos futuros.