Ministro da Fazenda, Fernando Haddad, expressou sua disposição em contribuir para a reeleição do presidente, descartando, contudo, a função de coordenador.
Fernando Haddad, Ministro da Fazenda, confirmou apoio à reeleição de Lula, mas recusou a coordenação da campanha, priorizando a contribuição estratégica.
Fernando Haddad, atual Ministro da Fazenda, confirmou sua intenção de apoiar ativamente a campanha de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em entrevista concedida à GloboNews na noite da última quarta-feira, 14 de fevereiro, Haddad deixou claro que sua contribuição será substancial, mas com uma ressalva importante: ele não assumirá a coordenação do pleito.
A decisão alinha-se com um foco em outras formas de engajamento político, mantendo sua expertise à disposição do projeto petista.
Apesar de descartar a coordenação, o ministro abriu a possibilidade de participar ativamente da elaboração do programa de governo do Partido dos Trabalhadores, um papel que já desempenhou em 2018. Naquela ocasião, Haddad acabou por se tornar o candidato à Presidência da República após a prisão de Lula, demonstrando sua capacidade de adaptação e liderança em momentos cruciais.
Essa experiência prévia sugere que sua contribuição para o arcabouço programático da campanha será valiosa.
Haddad reiterou que, no momento, não tem planos de concorrer a cargos eletivos. Contudo, ele se mostrou receptivo a dialogar com o partido sobre a melhor maneira de utilizar suas habilidades e conhecimentos. “Tem muita coisa em jogo, não só na economia. Quero entender a melhor forma pela qual posso ser aproveitado”, declarou, indicando uma visão estratégica que vai além das funções ministeriais ou de coordenação de campanha. A busca por um papel que otimize seu impacto reflete a complexidade do cenário político atual.
Transição no Ministério da Fazenda e Engajamento Político
Ainda sobre seus próximos passos, Fernando Haddad confirmou que deixará o comando do Ministério da Fazenda. Embora a data exata tenha sido mencionada como “ainda em janeiro” na entrevista, o titular da pasta já havia sinalizado que pretendia desocupar o cargo “até fevereiro”.
Durante suas férias, que se estenderam até 11 de janeiro, o secretário-executivo Dario Durigan assumiu interinamente a liderança, e especula-se que ele possa ser o substituto definitivo. A transição visa liberar Haddad para um engajamento mais direto nas articulações políticas e na campanha.
Apesar da postura de Haddad em não buscar um cargo eletivo agora, há uma forte movimentação dentro do Partido dos Trabalhadores para que ele considere uma candidatura em 2026. Petistas veem em Fernando Haddad um nome forte e articulado, com experiência tanto no Executivo quanto na academia, capaz de representar o projeto político do partido em futuros pleitos.
Essa pressão interna adiciona uma camada de expectativa sobre os próximos movimentos do ministro após sua saída da Fazenda. Sua decisão final, contudo, ainda permanece em aberto.