O Comitê de Supervisão e Reforma Governamental da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos divulgou, na segunda-feira (2.mar.2026), mais de 4 horas do depoimento de Hillary Clinton, ex-secretária de Estado dos EUA, sobre o caso Jeffrey Epstein. Epstein, um financista acusado de tráfico sexual e exploração de menores, foi detido em julho de 2019 e morreu na prisão enquanto aguardava julgamento.
Durante seu depoimento, realizado na última quinta-feira (26.fev), Hillary afirmou não ter informações sobre Epstein e não se recordar de tê-lo conhecido. Ela também solicitou que o presidente Donald Trump depusesse à comissão, destacando a proximidade dele com Epstein. Hillary declarou: “Não me lembro de ter encontrado o senhor Epstein. Nunca voei em seu avião nem visitei sua ilha, casas ou escritórios.”
O depoimento enfrentou interrupções devido ao vazamento de uma foto de Hillary nas redes sociais, o que infringiu as regras do Comitê. Após a pausa, o testemunho foi retomado, e ela respondeu a questionamentos sobre objetos voadores não identificados e a teoria conspiratória “Pizzagate”, que alega falsamente a existência de uma rede de exploração sexual infantil ligada a democratas. Hillary refutou essa alegação, chamando-a de “totalmente inventada”.
Jeffrey Epstein nasceu em 20 de janeiro de 1953, em Nova York, e foi preso após ser condenado por abuso de uma menina de 14 anos. Ele foi encontrado morto em sua cela em agosto de 2019, com a causa oficial da morte sendo suicídio por enforcamento. Epstein teve uma carreira no mercado financeiro, onde gerenciou patrimônios bilionários, e foi associado a festas com personalidades e políticos dos EUA.


