Em 2006, o cientista Isaías Raw convocou pesquisadores do NIAID para discutir o desenvolvimento de uma vacina contra a dengue, que apresentava altos índices de casos no Brasil. A necessidade de um imunizante nacional foi destacada, levando a uma parceria com o NIH que se formalizou em 2009, quando cepas atenuadas dos quatro sorotipos do vírus foram cedidas ao Instituto Butantan.
A tecnologia que possibilitou a vacina resultou de uma década de pesquisa nos Estados Unidos, incluindo mais de 30 ensaios clínicos de fase 1. A meta era criar uma vacina que gerasse uma resposta imune eficaz contra todos os quatro tipos do vírus da dengue, evitando riscos de infecções mais graves em casos futuros.
Desenvolver a vacina é um desafio devido à necessidade de proteger contra quatro tipos de vírus. A imunidade adquirida por uma infecção não garante proteção contra os demais sorotipos, o que pode aumentar a gravidade em infecções subsequentes. A formulação tetravalente exigiu estudos específicos para cada vírus, a fim de garantir eficácia e segurança.
Os pesquisadores customizaram mutações genéticas para cada cepa do vírus, testando-as em modelos animais e posteriormente em humanos. Essa abordagem rigorosa foi fundamental para selecionar as cepas que poderiam oferecer a melhor proteção sem causar a doença.


