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Índia realiza maior eleição do mundo em meio a temor de fake news

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Executivos do WhatsApp já declararam que partidos políticos estavam violando as regras de uso da plataforma

PATRÍCIA CAMPOS MELLO (FOLHAPRESS) – Começa na quinta-feira (11) a maior eleição do mundo: em sete fases ao longo de quase seis semanas, cerca de 900 milhões de eleitores votarão na Índia. Uma das principais preocupações no pleito é o abuso das redes sociais pelas principais siglas durante a campanha.

Executivos do WhatsApp já declararam que partidos políticos estavam violando as regras de uso da plataforma ao usar sistemas automatizados para fazer disparos em massa de mensagens ou para espalhar fake news. As autoridades eleitorais tentam impor uma série de restrições.

O WhatsApp é uma das principais armas da campanha do BJP (Bharatiya Janata Party, ou Partido do Povo Indiano), do atual primeiro-ministro, Narendra Modi, e da maior legenda adversária, o Congresso, que se acusam mutuamente de espalhar notícias falsas para influenciar eleitores.

Nas eleições de 2014, Modi foi pioneiro no uso de mídias sociais. Na época, ele obteve vitória acachapante contra o partido do Congresso. Nas eleições deste ano, o primeiro-ministro e seu partido mantêm seu favoritismo, apesar de o desemprego recorde no país ter corroído parte da popularidade do político nacionalista hindu.

O oposicionista partido do Congresso, liderado por Rahul Gandhi, herdeiro da dinastia Nehru-Gandhi, fez uma grande aposta para tentar reverter a maioria do BJP na Lok Sabha, a câmara baixa do parlamento indiano, que tem 545 representantes.

O Congresso propôs um programa de renda mínima para 50 milhões das famílias mais pobres do país. Segundo Gandhi, esse seria o maior programa de garantia de renda do mundo e eliminaria a pobreza na Índia, ao mesmo tempo em que seria fiscalmente sustentável. O projeto custaria cerca de US$ 52 bilhões (o equivalente a R$ 201 bilhões), e a sigla não especificou de onde viriam os recursos.

O programa, chamado de Nyay (Justiça), garantiria uma renda anual de US$ 1.050 (R$ 4.056) para cerca de 250 milhões de pessoas. O BJP argumenta que os programas de redução de pobreza existentes garantem um apoio maior a essas famílias. A Índia tem mais de 900 programas federais de auxílio aos pobres, entre eles alimentos e fertilizantes subsidiados, garantia de empregos rurais e bolsas de estudo.

No dia 2 de abril, o Congresso lançou seu manifesto para a eleição, em que critica o partido governante por “dividir a nação e espalhar o ódio”. No mandato de Modi, multiplicaram-se os episódios de violência da direita nacionalista hindu contra muçulmanos e castas mais baixas. Mesmo assim, analistas continuam apostando na vitória do BJP nas urnas.

Segundo Akhil Bery, analista de Sul da Ásia da consultoria Eurasia, a probabilidade de o partido do Congresso voltar ao poder é de apenas 15%. O BJP provavelmente perderá sua maioria na Lok Sabha, mas manterá o controle por meio de uma coalizão, prevê. Modi conseguiu turbinar sua popularidade com os recentes atritos com o Paquistão na Caxemira. A disputa pela região, que remonta à época da Partição da Índia pós-independência, em 1947, e o apoio do governo paquistanês a extremistas que fazem ataques terroristas no território indiano são questões explosivas para o eleitorado local.

As Forças Armadas indianas enfrentaram o Paquistão no mês passado, o que gerou uma onda de fervor patriótico no país de 1,3 bilhão de habitantes. “As tensões recentes foram um grande ganho para o primeiro-ministro, porque reforçaram sua imagem de líder forte. Antes dos ataques, a oposição tinha ganho certo embalo e chegou-se até a falar em uma possível substituição de Modi no BJP caso ele não fosse bem; mas, desde então, todo o embalo que a oposição tinha ganho desapareceu”, disse Bery.

“O foco agora é em Modi dizendo que irá fazer tudo o que for necessário para proteger a nação, uma mensagem que reverbera em vários estados”, afirmou o analista. O BJP está no poder desde 2014, quando deu uma sova no partido do Congresso, graças ao carisma de Modi e uma plataforma que une nacionalismo hindu e modernização econômica. Mas o partido sofreu derrotas em eleições estaduais em 2018 e está sob pressão por causa do alto índice de desemprego no país.

Um relatório que o governo queria manter secreto, mas que vazou para jornais indianos, mostra que a taxa está em 6,1%, a mais alta desde 1972-73. Não parece tão alta, até que se compare com 2011-12, quando era de 2,2%. A desocupação é especialmente alta entre jovens de 15 a 29 anos –na Índia urbana, 18.7% dos homens e 27,2% das mulheres nessa idade estão procurando emprego, e 17,4% dos homens e 13,6% das mulheres na zona rural.

Modi atraiu volume recorde de investimentos estrangeiros, primou pela ortodoxia fiscal e fez importantes reformas microeconômicas, como a adoção da lei de falências. Mas uma sucessão de equívocos tirou o brilho de sua gestão na economia. A “desmonetização” de 2016 –retirada de notas para coibir a informalidade– foi um fiasco que acabou em confusão e falta de dinheiro no país. O ambicioso imposto sobre bens e serviços, embora necessário, teve implementação atabalhoada. E a queda dos preços agrícolas vem enfurecendo os agricultores, eleitorado precioso no país ainda 66% rural.

Mesmo assim, Modi ainda tem o apoio da motivada militância hindu e continua usando de forma muito eficiente as redes sociais, como outros líderes populistas de direita. A divisão da oposição e os problemas de imagem do partido do Congresso por causa de escândalos de corrupção aumentam o favoritismo do atual primeiro-ministro. “É muito improvável que o Congresso consiga formar uma coalizão”, diz Bery.

“Boa parte da oposição não está unida, está competindo entre si e dividindo os votos, o que ajuda o BJP. Se a oposição conseguisse se unir em torno de um único candidato a primeiro-ministro e focar a campanha em temas econômicos locais, aí talvez houvesse uma chance, mas isso não está acontecendo.”

Por Folhapress

 

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TSJ da Venezuela reconhece aliado de Maduro presidente do Parlamento

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Luis Parra é o nono presidente do Parlamento do país

Tribunal Supremo de Justiça (TSJ) da Venezuela declarou válido ato da Assembleia Nacional que definiu Luis Parra como presidente do Parlamento. No dia 6 de janeiro deste ano, Luis Parra foi eleito por congressistas pró-governo em uma sessão questionada pela oposição. No mesmo dia, fora do Congresso, o líder oposicionista Juan Guaidó também foi reeleito para o cargo, em uma votação nominal e presencial, pelos votos de 100 deputados, mais do que os 84 necessários para a sua recondução ao posto. Com a decisão do tribunal, a eleição de Guaidó fica sem efeito.

A sentença nº 0065-2020 diz que “fica proibida a instalação de um Parlamento paralelo ou virtual”, alegando que “ela não tem nenhum efeito jurídico”, estabelece que “toda pessoa pública ou privada que preste ou ceda espaço para isso será considerado em desacato e qualquer ato exercido como tal será nulo”.

Guaidó vinha presidindo as sessões da Assembleia por videoconferência, após o surgimento da pandemia do novo coronavírus.

O parecer também determinou o envio de “uma cópia autenticada do processo e a decisão ao Ministério Público, para os correspondentes fins legais em relação às ações do cidadão Juan Gerardo Guaidó Márquez”.

Luis Parra, que era da oposição a Maduro, foi acusado de participar de um esquema de corrupção em 2018. Em dezembro de 2019, foi expulso de seu partido, o Primeiro Justiça, devido a essas denúncias. Em seguida, aliou-se a Maduro, que reconheceu a sua eleição em 6 de janeiro de 2020.

Parra afirma ter sido eleito com votos de 81 deputados presentes naquele dia, assegurando que durante a sessão “havia sempre a presença dos deputados, o que qualificava o quórum parlamentar”. No entanto, as atas com os nomes dos parlamentares presentes naquele dia nunca foram divulgadas e desapareceram.

De acordo com Guaidó e seus aliados, a sessão que elegeu Parra foi realizada sem quórum, sem votação e sequer foi declarada aberta. A posse de Parra aconteceu sem a presença de grande parte dos deputados que se opõem a Nicolás Maduro, incluindo Juan Guaidó, que à época denunciou ter sido impedido de entrar no Parlamento.

Opositor ferrenho do regime de Nicolás Maduro, Juan Guaidó se autoproclamou, em janeiro de 2019, presidente do Parlamento. Por afirmar que o governo de Maduro é ilegítimo, caberia a ele, como presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, o papel de presidente interino do país. Guaidó foi reconhecido por mais de 50 países, inclusive pelo Grupo de Lima, do qual o Brasil faz parte. Em janeiro deste ano, ao tentar a reeleição, Guaidó e parlamentares da oposição foram impedidos pelas forças do governo venezuelano a entrar na Assembleia. Do lado de fora do Parlamento, Juan Guaidó foi reeleito presidente da Assembleia Nacional pelos votos de 100 deputados, mais do que os 84 necessários para a sua recondução ao posto.

A Venezuela ficou então, tecnicamente, com dois presidentes da assembleia, ambos realizando sessões paralelas desde janeiro deste ano – Luis Parra, reconhecido pelo governo, e Juan Guaidó, reconhecido pela oposição. A decisão do Supremo Tribunal, divulgada ontem (26), reconhece Parra e significa uma derrota para Guaidó. Com informações da Agência Brasil

Por Notícias ao Minuto

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Homem morre nos EUA após policial ajoelhar em seu pescoço

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A morte ocorreu na noite de segunda-feira, na cidade de Minneapolis, após uma discussão com os policiais

As autoridades norte-americanas e do estado do Minnesota estão investigando a morte de um homem negro depois de um vídeo ter mostrado um polícia branco se ajoelhando no pescoço da vítima durante a detenção.

A morte ocorreu na noite de segunda-feira, na cidade de Minneapolis, após uma discussão com os policiais. O incidente foi captado em vídeo por testemunhas e difundido nas redes sociais e mostra a vítima mortal pedindo ajuda por várias vezes e a reclamando que não conseguia respirar.

“Durante cinco minutos vemos como um agente branco apertou o joelho no pescoço de um homem negro. Cinco minutos. Quando se ouve alguém pedindo socorro, supomos que é preciso ajudá-lo. Este agente falhou no sentido humano mais básico. O que aconteceu foi simplesmente horrível”, afirmou o presidente da Câmara de Minneapolis, Jacob Frey, em conferência de imprensa.

O chefe da polícia de Minneapolis, Medaria Arradondo, presente nessa mesma conferência, afirmou haver “políticas em vigor para colocar alguém sob controle” e que uma “completa investigação interna” vai ser feita para apurar o que aconteceu e como essas políticas foram aplicadas.

No vídeo ouve-se o homem a reclamar que pescoço está sendo apertado, implorando por água e dizendo ao agente repetidamente que não consegue respirar. Ouve-se também a voz de uma mulher que diz que a vítima está sangrando e outra testemunha insultando o agente, exclamando que o homem não estava resistindo à detenção.

Os polícias foram chamados por volta das 20:00 locais de segunda-feira para investigar uma denúncia de falsificação de produto, segundo o porta-voz da polícia, John Elder. Os agentes encontraram o homem, que acreditam estar na casa dos 40 anos, correspondente à descrição do suspeito, dentro do carro.

“Foi ordenado a sair do carro. Depois de sair, ele resistiu fisicamente aos polícias. Os agentes conseguiram algemá-lo e notaram que ele parecia estar sofrendo de problemas médicos”, prosseguiu Elder.

O homem, ainda não identificado, foi levado de ambulância para o Centro Médico do Condado de Hennepin onde morreu pouco depois, segundo a polícia. O nome do polícia visto se ajoelhando no pescoço do homem não foi ainda divulgado.

O Departamento de Apreensão Criminal do Minnesota (BCA) juntou-se ao Departamento Federal de Investigação (FBI) no inquérito.

Todas as imagens das câmaras usadas foram entregues ao BCA, que investiga a maior parte dos tiroteios policiais e mortes sob custódia. Os agentes envolvidos foram colocados em baixa administrativa remunerada, de acordo com o protocolo do departamento.

Em declarações ao jornal Star Tribune, a ativista Nekima Levy-Armstrong disse que ver as imagens compartilhadas nas redes sociais a deixou “enojada” e que este era mais um exemplo de brutalidade policial contra os afro-americanos.

“O que quer que o homem possa ter feito, não deveria ter acabado numa sentença de morte. O que começou como um suposto incidente econômico terminou novamente na morte de um homem negro”, apontou.

Nos últimos anos, a polícia de Minneapolis tem estado sob escrutínio por conflitos mortais com os cidadãos.

Uma mulher branca, Justine Rusczcyk Damon, morreu em 2017, quando foi atingida no estômago por um polícia que respondeu a uma chamada de emergência. O agente, negro, foi condenado por homicídio e está a cumprir uma pena de 12 anos.

Por Notícias ao Minuto

 

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Montenegro diz estar ‘livre do coronavírus’ após 20 dias sem contágios

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O país de 650.000 habitantes não registra um novo contágio por coronavírus desde 04 de maio

Montenegro declarou-se hoje um “país livre de coronavírus” ao considerar que venceu a pandemia da covid-19 no seu território, que não registra agora oficialmente nenhum caso de infecção após 20 dias consecutivos de provas com resultados negativos.

“Somos o último país europeu que registoru um ‘primeiro caso’ da covid-19 e o primeiro que conseguiu erradicar o vírus!”, declarou em comunicado oficial o ministro da Saúde, Kenan Hrapovic.

Segundo o Instituto de saúde pública montenegrino, o país de 650.000 habitantes não registra um novo contágio por coronavírus desde 04 de maio, com um total de 324 casos contabilizados desde a detecção do primeiro, em 17 de março.

No domingo foram examinadas 140 pessoas e sem resultados positivos, com as autoridades concluindo que neste momento, no país, “não existe nenhum caso ativo de infecção” pelo coronavírus.

O Instituto de saúde anunciou que caso a ausência de novos contágios se prolongue durante num período de 28 dias, o Montenegro proclamará oficialmente o fim da epidemia em 02 de junho.

Hrapovic agradeceu ao médicos e pessoal sanitário, e ainda à população, pelo seu comportamento que facilitou esta evolução favorável.

A nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de covid-19 já provocou quase 345 mil mortos e infectou mais de 5,4 milhões de pessoas em 196 países e territórios.

Mais de 2,1 milhões de doentes foram considerados curados.

Por Notícias ao Minuto

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