Na sexta-feira (5.jun.2026), forças dos Estados Unidos interceptaram mísseis balísticos e drones que foram lançados pelo Irã em direção ao estreito de Ormuz e a países do Golfo Pérsico. A ação ocorreu em um período de cessar-fogo entre Washington e Teerã, que tem sido marcado por confrontos e tensões recorrentes.
O Comando Central dos EUA, conhecido como CENTCOM, informou que quatro drones que se dirigiam ao estreito de Ormuz foram derrubados. Além disso, seis mísseis balísticos, que tinham como alvo o Kuwait e o Bahrein, também foram interceptados. Um sétimo míssil balístico não chegou a atingir seu destino.
O CENTCOM destacou que a interceptação foi necessária devido à ameaça imediata que os drones representavam ao tráfego marítimo na região. "Os drones de ataque representavam uma ameaça imediata ao tráfego marítimo regional", afirmou o comando militar.
Em resposta às alegações do Irã de que o quartel-general da 5ª Frota norte-americana, localizado no Bahrein, teria sofrido danos, o exército dos EUA negou essa versão dos fatos. Além das interceptações, o CENTCOM também realizou ataques de retaliação, atingindo instalações de radar de vigilância costeira iranianas em Goruk e na Ilha de Qeshm.
O presidente Donald Trump comentou sobre a situação, afirmando que o Irã não havia fechado um acordo por orgulho. Ele também mencionou que o país estava esgotando seu arsenal militar, afirmando que, em termos percentuais, talvez 21% a 22% de seus mísseis estivessem disponíveis para uso. Essas declarações foram feitas durante uma entrevista à NBC News.