Lotes de imunoglobulina, comprados por uma fornecedora do Ministério da Saúde e interditados pela Anvisa, foram entregues à Insight Participações S.A. A empresa está sendo investigada por suspeitas de ocultação de patrimônio e lavagem de dinheiro do crime organizado.
O produto, destinado a pacientes com problemas no sistema imunológico, deveria ser exportado para a China, mas atualmente encontra-se no Panamá e está prestes a perder a validade. A distribuidora Farma Medical, responsável pela venda ao SUS, afirma não saber o destino final da carga e que repassou a imunoglobulina à Insight para quitar uma dívida de R$ 30 milhões.
O Ministério da Saúde declarou que a Farma Medical foi a responsável pelo processo de exportação e que os lotes não podem retornar ao Brasil. Em setembro de 2024, a Farma Medical formalizou um termo de quitação do débito, permitindo que a Insight tomasse as medidas necessárias para a exportação do produto.
Himad Abdallah Mourad, fundador da Insight, foi alvo de operações policiais relacionadas ao PCC e a empresa recebeu a carga após a Farma Medical ser proibida de continuar o contrato. Documentos mostram que a Star Pharma, outra fornecedora do SUS, participou do processo de exportação, mas a documentação oficial do Ministério da Saúde menciona apenas a Farma Medical.

