Buscas foram realizadas no Rancho Zorro, localizado no Novo México, nos Estados Unidos, como parte de uma investigação sobre supostos abusos de mulheres e meninas. A operação ocorreu no dia 9 de março e faz parte de uma investigação criminal anunciada pelo Departamento de Justiça do Novo México, que tem foco em atividades ilegais no rancho antes da morte de Epstein em 2019.
O rancho foi mencionado diversas vezes em documentos do Departamento de Justiça dos Estados Unidos. Epstein adquiriu a propriedade em 1993 e a utilizava como refúgio isolado, onde convidados VIP podiam ter maior discrição. Documentos judiciais incluem relatos de vítimas, como uma mulher que afirmou ter sido abusada no rancho em 2004, quando tinha apenas 15 anos.
Além disso, novas informações indicam que Epstein poderia estar utilizando um incinerador escondido em um celeiro recém-construído para destruir evidências de seus crimes. As revelações surgem em meio a alegações de que o local serviu como cenário para abusos sexuais e tráfico de menores, com denúncias de que pelo menos duas jovens estrangeiras teriam sido estranguladas e enterradas na propriedade.
Um relatório do FBI, datado de 19 de julho de 2019, menciona o depoimento de um policial aposentado que patrulhou a região e relatou a construção de um celeiro atípico. Esse celeiro tinha uma chaminé e um sistema de segurança conhecido como “sally port”, além de rumores de que Epstein recrutava meninas para o local.


