Pernambuco deu início a uma iniciativa estratégica com o objetivo de enfrentar problemas históricos que afetam sua competitividade, por meio do programa PE na Estro. Este programa contempla a recuperação de 3.100 km de rodovias estaduais, abrangendo diversas regiões, desde a Região Metropolitana até o Sertão, passando pelo Agreste e Zona da Mata.
Um estudo detalhado, que utilizou um modelo inter-regional de insumo-produto, foi realizado para estimar os impactos econômicos decorrentes desse investimento. Os resultados indicam que a construção civil, especialmente em obras pesadas, desempenha um papel crucial na economia: para cada R$ 1,00 que permanece na economia local, são gerados R$ 1,71 na produção do estado.
O aporte inicial de R$ 5,2 bilhões, que se transforma em uma injeção líquida de R$ 4,14 bilhões após dedução de impostos e vazamentos, pode resultar em um valor bruto de produção aproximado de R$ 7,1 bilhões dentro de Pernambuco. Essa movimentação econômica deve contribuir para um crescimento de 3,95% no PIB do estado durante a execução das obras.
Os efeitos sociais do programa são significativos, com a previsão de criação de 141.989 novos postos de trabalho em todo o estado, dinamizando o mercado de trabalho. Além disso, a iniciativa deve aumentar a arrecadação de ICMS em R$ 328,12 milhões, permitindo ao governo investir em áreas essenciais.
Um dos principais focos das intervenções é o Arco Metropolitano, que receberá investimentos de R$ 632 milhões. Essa obra é considerada fundamental para garantir a fluidez do Porto de Suape e facilitar o escoamento da produção do polo industrial da região.
Os benefícios do programa PE na Estrada vão além dos números financeiros, incluindo aspectos intangíveis, como a redução significativa de acidentes devido à melhoria das vias. Também se espera uma diminuição nos custos logísticos e de manutenção para transportadoras, além de um ambiente de negócios mais favorável, preparando Pernambuco para um novo ciclo de desenvolvimento sustentável.