O Ministério das Relações Exteriores alertou sobre o crescente número de casos de tráfico de pessoas brasileiras para o Sudeste Asiático, focando na exploração laboral. O alerta foi divulgado após o resgate de dois paulistas que passaram meses em cárcere privado em Myanmar, onde foram agredidos e forçados a trabalhar até 15 horas por dia.
As vítimas, em sua maioria jovens, são atraídas por falsas promessas de trabalho em call centers ou empresas de tecnologia, com ofertas que incluem altos salários e passagens aéreas. No entanto, ao chegarem ao destino, enfrentam jornadas exaustivas, ameaças e violência, sendo muitas vezes obrigadas a participar de fraudes virtuais e extorsões.
O Itamaraty ressalta a importância de não aceitar propostas de trabalho que prometam ganhos elevados ou contratação imediata. Para aumentar a conscientização, a pasta, em parceria com o Ministério da Justiça e Segurança Pública, criou uma cartilha e um folheto destinado a quem planeja viajar para a região.
Luckas “Kim” Viana e Phelipe de Moura, os dois paulistas resgatados, relataram que foram aliciados por meio de ofertas enganosas e sofreram agressões durante o sequestro. A libertação ocorreu em fevereiro, após uma tentativa de fuga em grupo, e eles retornaram ao Brasil em 19 de fevereiro.


