O senador Jaques Wagner (PT-BA) reafirmou a aliados que a decisão sobre sua continuidade na liderança do governo no Senado deve ser discutida apenas entre ele e o Presidente Lula. Essa afirmação ocorre em um contexto de pressão por parte de setores do Palácio do Planalto, que desejam que Wagner tome a iniciativa de deixar o cargo após ser alvo de uma operação da Polícia Federal (PF) no caso Master, ocorrida na quinta-feira (18/6).
Os ministros palacianos manifestam preocupação com o impacto que a situação pode ter na campanha de reeleição de Lula, especialmente com a oposição utilizando o caso para desgastar a imagem do atual governo. Apesar disso, Aliados de Jaques Wagner afirmam que ele não tem apego ao cargo e que não insistiria em permanecer na liderança se isso significar um risco à candidatura de Lula.
Entretanto, o senador expressou descontentamento com o que considera uma pressão orquestrada por alguns ministros para que sua saída ocorra de forma apressada. A expectativa é que Lula e Wagner se reúnam em Brasília nesta semana, entre os dias 23 e 24 de junho, para discutir o futuro do senador na liderança.
Além disso, aliados de Wagner lembram que a saída de Juscelino Filho (União Brasil) do Ministério das Comunicações foi tratada com cautela por Lula, que aguardou a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) antes de tomar a decisão. Essa comparação reforça a intenção de Wagner de ajustar a narrativa sobre sua possível saída, evitando que seja vista como um pré-julgamento devido à sua situação com a PF.
Diante desse cenário, a construção de uma solução que preserve a imagem de ambos se torna crucial, já que a amizade e a parceria política entre Jaques Wagner e Lula se estendem por quase 50 anos. O senador busca, assim, um entendimento que evite interpretações negativas sobre sua saída da liderança, que não deve ser vista como uma demissão, mas sim como uma decisão conjunta entre ele e o presidente.