Um encontro marcará os 40 anos da eleição de 1985, um marco na redemocratização brasileira. O evento, organizado pelo Centro Debate – escritório político do ex-governador e ex-senador Jarbas Vasconcelos – revisitará a disputa municipal daquele ano.
A reunião está marcada para quarta-feira (3), às 17h, e reunirá figuras históricas, lideranças políticas e participantes da transição democrática em Pernambuco.
Intitulado “Esse cara é a cara da democracia”, o evento busca resgatar a memória de um período em que o país reconquistou o direito ao voto direto para prefeitos nas capitais. No Recife, esse momento culminou na vitória de Jarbas Vasconcelos, figura associada à resistência civil ao regime militar e à reorganização institucional dos anos 80.
Segundo o deputado estadual Jarbas Filho, coordenador do encontro, revisitar 1985 é fundamental para compreender a trajetória democrática do estado e manter viva essa história, como um alerta para o presente. “Este encontro não é apenas uma homenagem ao passado, mas um chamado para que todos nós sigamos defendendo a democracia todos os dias”, afirma.
A redemocratização em Pernambuco foi construída ao longo de anos, com movimentos estudantis, setores progressistas da Igreja Católica, sindicatos e membros do PMDB formando uma frente ampla contra o autoritarismo. Jarbas Vasconcelos se destacou como uma das vozes mais críticas ao regime, confrontando a censura e mobilizando a população em torno de pautas como a anistia e as Diretas Já.
Com o retorno do voto direto para as capitais, os recifenses voltaram às urnas após mais de duas décadas. A eleição de 1985 representou uma mudança no cenário político, com a participação popular no centro das decisões municipais.
Para o deputado federal Mendonça Filho, que foi vice-governador de Jarbas, o evento celebra os 40 anos da redemocratização e da primeira eleição direta para prefeito na capital, mudando a história do estado.
Para muitos participantes, revisitar aquela eleição é compreender as bases políticas que moldaram a relação entre o poder público e a sociedade nas décadas seguintes. O evento busca reafirmar que a democracia exige vigilância, disputa e participação ativa.

