Se hoje o prefeito João Campos (PSB) bate no peito e se apresenta como “soldado” de Lula, há quem lembre dos carnavais em que o pessebista alimentou a fogueira do antipetismo com bastante lenha. Na presidência de um dos partidos que apoiou o impeachment de Dilma Rousseff, João se esforça para apagar as eleições passadas da memória do eleitor e se apega à figura do presidente para se eleger governador de Pernambuco.
O doutor em Ciência Política Arthur Leandro lembra que as reconfigurações e alinhamentos pragmáticos já marcam a breve trajetória política de João Campos. No entanto, a reaproximação com o PT pode reavivar a retórica de combate à “velha política” e estimular o discurso de oportunismo político e volatilidade programática.
“A evocação da “fase antipetista” de João pode ser mobilizada como incoerência, mirando públicos mais sensíveis à previsibilidade ideológica e à consistência de longo prazo […] a eficácia dessa estratégia dependerá da capacidade de conectar incoerências passadas a dúvidas sobre estabilidade e confiabilidade dessa aliança como instrumento de governabilidade […] “, avaliou Leandro.
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