A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e os jogadores da Seleção Brasileira chegaram a um acordo sobre a divisão da premiação a ser recebida na próxima Copa do Mundo. Em duas reuniões realizadas nos últimos dias, uma na Granja Comary e outra no Rio de Janeiro, ficou decidido que 70% do montante total será destinado aos atletas, enquanto os 30% restantes serão divididos entre a comissão técnica e outros membros do estafe.
O valor de referência para a premiação é baseado na tabela da Fifa (Federação Internacional de Futebol). Caso o Brasil saia vitorioso do torneio, a CBF receberá um total de US$ 50 milhões, equivalente a R$ 251 milhões. Contudo, é importante ressaltar que a totalidade desse montante não será repassada integralmente aos jogadores, já que parte dele ficará com a entidade.
As conversas que levaram ao acordo foram consideradas tranquilas, com a presença de lideranças do time, como Neymar, Casemiro, Danilo, Alisson e Raphinha. O capitão Marquinhos não pôde participar das discussões, pois estava na Europa em função da final da Champions League. Essa divisão de premiação segue o padrão estabelecido em anos anteriores, refletindo a tradição no grupo.
A Fifa anunciou que distribuirá um total de US$ 655 milhões (cerca de R$ 3,2 bilhões) entre as 48 seleções participantes da Copa do Mundo. Cada seleção, ao participar da fase de grupos, já garante um valor mínimo de US$ 9 milhões, que corresponde a R$ 45 milhões.
Discussões sobre premiações, muitas vezes referidas como 'BICHO' no jargão do futebol, têm um histórico de causar conflitos. Em 1990, por exemplo, houve uma divisão entre os jogadores e a CBF, quando se descobriu que os valores de contratos publicitários eram maiores do que os informados. Na época, a equipe já estava na Itália e a situação GEROU descontentamento entre os jogadores, que questionavam a distribuição da premiação. Em 1994, o entendimento foi de que todos os membros da delegação deveriam ser compensados de maneira igual.
Com a definição sobre a premiação para 2026, a CBF e os jogadores demonstraram a intenção de resolver essas questões antes do início do torneio nos Estados Unidos, evitando assim possíveis desentendimentos que marcaram edições anteriores do campeonato.