O julgamento referente ao assassinato do menino Henry Borel foi retomado neste sábado, 30 de maio, com a oitiva das testemunhas de defesa de Monique Medeiros, mãe da criança. Este é o sexto dia do Tribunal do Júri, onde Monique e o ex-vereador Dr. Jairinho são acusados pelo crime.
Na sexta-feira, os jurados concluíram a escuta das testemunhas de acusação, com o pai de Henry, Leniel Borel, sendo o último a depor. Seu testemunho se estendeu até às 4h15 da manhã, onde expressou sua crença de que o crime pode ter sido premeditado, após ter acesso a novas informações durante a investigação. Leniel também relatou que, em algumas ocasiões, o menino apresentava resistência em ir para a casa da mãe, chegando a sentir ânsia de vômito devido ao nervosismo.
O advogado Cristiano Medina, que representa a acusação, fez comentários sobre os depoimentos dos médicos-legistas, que apontaram que a morte de Henry foi causada por agressões. Em contrapartida, a defesa de Jairinho argumentou que as lesões, como a laceração hepática e a hemorragia, foram resultado das manobras de ressuscitação realizadas, uma tese que foi negada pelo legista Luiz Carlos Leal Prestes.
Além disso, a defesa questionou a quantidade de laudos que foram elaborados após a morte do menino e também levantou a questão do desaparecimento de um exame de raio-x, que supostamente indicaria um pneumotórax. Essas discussões fazem parte de um processo que tem gerado intensa repercussão na sociedade.
O desenrolar do julgamento tem atraído a atenção do público, com cada depoimento revelando novos elementos que podem influenciar a decisão dos jurados. O caso de Henry Borel continua a ser um tema sensível e polêmico, refletindo sobre questões familiares e a proteção de crianças.
O julgamento segue com a expectativa de que mais depoimentos e evidências sejam apresentadas, podendo impactar o veredito final sobre os acusados no caso.