O estado de Pernambuco foi condenado a indenizar em R$ 80 mil a mãe de um policial militar que morreu durante um treinamento na caatinga em 2019. Luciano de Souza Menezes, de 33 anos, faleceu durante travessia a nado no Rio São Francisco.
A mãe do policial diz na ação que o estado foi negligente e imprudente. Segundo ela, não foram fornecidos equipamentos de segurança ou médicos adequados, e o treinamento era excessivamente rigoroso.
Luciano era lotado no Batalhão de Operações Especiais (Bope) da Polícia Militar de Pernambuco e participava do 27º Curso Intensivo de Operações de Sobrevivência em Área de Caatinga (Ciosac), ministrado pelo Batalhão Especializado de Policiamento do Interior (Bepi). A situação ocorreu na altura da Ilha do Fogo, na cidade de Juazeiro-BA.
A coordenação do curso à época informou que, no término do percurso, ele sentiu cansaço e pediu uma boia. “Em um dado momento, ele desfaleceu, sendo retirado de imediato da água”, disse nota da Polícia Militar (PM). A certidão de óbito anexada aos autos, no entanto, aponta como causa da morte “asfixia por afogamento”.
No processo, o estado de Pernambuco alegou que o treinamento foi realizado em condições adequadas e que o policial havia sido submetido a exames médicos e testes físicos prévios, que apontaram estar apto para a atividade.
Segundo a defesa, o óbito decorreu de mal súbito, “evento imprevisível, e não de afogamento por falta de equipamento de segurança”. Ainda acrescentou que o militar foi prontamente resgatado da água, recebendo atendimento imediato do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e Corpo de Bombeiros, “que se encontravam no local com embarcações e equipe técnica”.
Por Diário de Pernambuco


