A tentativa da Câmara de Vereadores de Cedro de levar adiante o processo de cassação da prefeita Riva Bezerra (PSD) voltou a ser barrada pelo Judiciário. Desta vez, a decisão partiu do Supremo Tribunal Federal, que manteve a suspensão do procedimento instaurado no Legislativo municipal.
A análise foi feita pelo ministro Nunes Marques, que rejeitou o pedido apresentado pela presidência da Câmara para revalidar a sessão que havia recebido a denúncia por suposta infração político-administrativa. Com isso, permaneceu em vigor o entendimento já adotado pelas instâncias inferiores.
Antes de chegar ao STF, o caso havia sido apreciado pelo Tribunal de Justiça de Pernambuco, que também negou efeito suspensivo ao recurso do Legislativo e determinou a paralisação do processo de cassação.
Com a nova decisão, soma-se mais um revés jurídico às investidas do presidente da Câmara, Tiago de Vilmar (Avante), que já havia obtido derrotas anteriores na primeira e na segunda instâncias. Nos bastidores políticos do município, a decisão é vista como um enfraquecimento da ofensiva da oposição, enquanto aliados da prefeita avaliam que as sucessivas tentativas de cassação têm gerado reação contrária na opinião pública.
Mesmo após os reveses judiciais, vereadores de oposição sinalizam que estudam novas medidas políticas e jurídicas, enquanto a gestão municipal segue respaldada por decisões judiciais que impedem o avanço do processo no Legislativo.


