O Hezbollah reivindicou um ataque contra uma base militar em Haifa, Israel, na noite de domingo (1º/3). O governo libanês, liderado pelo primeiro-ministro Nawaf Salam, condenou a ação e impôs restrições à atuação do grupo, alegando que isso legitima represálias israelenses e mina a credibilidade do Estado libanês.
O premiê solicitou que agências de segurança do Líbano tomem medidas para impedir operações militares, incluindo o lançamento de mísseis ou drones a partir do território libanês. O Hezbollah afirmou que o ataque foi em defesa do Líbano, mas o governo libanês distanciou-se, ressaltando que a responsabilidade era exclusivamente do grupo terrorista.
Além disso, o governo libanês destacou que o ataque do Hezbollah contradiz o princípio de que a decisão sobre guerra e paz deve ser prerrogativa do Estado. A situação se agrava com a escalada de hostilidades na região, incluindo um ataque coordenado entre os Estados Unidos e Israel que resultou em retaliações iranianas em vários países.
A escalada de tensões no Oriente Médio continua a ser uma preocupação, com os ataques envolvendo múltiplas nações e impactos diretos sobre a segurança regional. O governo libanês reafirma sua posição de não querer ser arrastado para um conflito maior, enfatizando a necessidade de controle sobre ações militares do Hezbollah.


