O presidente Luiz Inácio Lula da Silva adotou uma estratégia de governabilidade baseada no equilíbrio de forças entre a base aliada histórica e os partidos do Centrão, essenciais para a sustentação do governo no Congresso. O petista reuniu-se com 65 congressistas governistas, 62 de legendas de centro e só 2 da oposição.
O político mais recebido pelo presidente foi o senador Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo no Senado e figura estratégica na articulação com a Casa Alta. Ao todo, esteve 52 vezes com Lula −14 encontros a mais que o 2º colocado. Isso vai de encontro à ideia de que o Planalto não havia sido informado sobre o acordo que o congressista fez com a oposição para votar o PL da Dosimetria, em dezembro de 2025.
O top 10 conta com 5 nomes do PT. Os outros 5 são PP, PSD, MDB e União Brasil. Chama a atenção o fato de o ex-presidente da Câmara Arthur Lira (PP-AL) ser a 4ª pessoa com quem Lula mais se reuniu em 3 anos de mandato, enquanto o atual presidente da Casa Baixa, Hugo Motta (Republicanos-PB), é a 31ª pessoa, com 3 reuniões registradas na agenda presidencial.
PT = 70% do total. Os petistas concentraram 70% das conversas com o presidente. A articulação com o núcleo duro do governo permanece prioritária, enquanto o diálogo com o Centrão segue a estratégia de negociações pontuais para aprovar medidas específicas.


