O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) abordou o uso de inteligência artificial (IA) nas campanhas eleitorais durante um ato realizado em Bangu, no Rio de Janeiro, neste sábado (22.ago.2026). Ao lado do candidato ao governo do Estado, Eduardo Paes (PSD), Lula afirmou que a oposição recorrerá a essa tecnologia, pois, segundo ele, "o lado de lá não sabe o que é a verdade".
Lula exemplificou o potencial da IA para manipular conteúdos, mencionando a possibilidade de alterar imagens de Paes, como mudar a cor de sua camisa ou representá-lo em situações enganosas, como chorando ao invés de rindo. O presidente enfatizou que nesta campanha haverá uma grande utilização de inteligência artificial, atribuindo essa prática aos adversários que, de acordo com sua análise, não têm compromisso com a veracidade dos fatos.
O discurso, que durou mais de uma hora, contou com a presença da primeira-dama Janja, dos senadores Benedita da Silva e Pedro Paulo, além de Eduardo Paes. Lula também abordou outros temas relevantes em sua campanha pela reeleição, como a inteligência artificial "falando em português", a questão das terras-raras, revolução energética e segurança pública.
A utilização de IA generativa tem sido um assunto frequente nas discussões eleitorais de 2026, com campanhas trocando acusações sobre desinformação e manipulação de conteúdo. Em uma fala anterior, em 25 de julho de 2026, Lula já havia mencionado que os adversários utilizariam IA nas redes sociais para criar fatos e comportamentos que não ocorreram, além de fazer promessas que não pretendem cumprir.
Segundo Lula, candidatos sem um histórico político sólido fazem uso dessa tecnologia por não possuírem propostas concretas ou uma biografia que os credencie aos olhos dos eleitores. O ato em Bangu também foi uma oportunidade para que Eduardo Paes reafirmasse a aliança com o PT, que teve início em 2008, e destacasse a importância da disputa de 2026, que, segundo ele, deve ser encarada como uma oportunidade para vencer a eleição e não apenas para "marcar posição".