O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, destacou a necessidade de uma colaboração mais estreita entre o governo e os empresários para que o Brasil possa aumentar sua competitividade no mercado externo. A declaração foi feita em uma reunião ocorrida na terça-feira, 14 de julho de 2026, com representantes da Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores) no Palácio do Planalto.
Lula argumentou que as multinacionais deveriam utilizar as fábricas localizadas no Brasil como um ponto estratégico para exportação de veículos, principalmente para a América Latina, ao invés de enviar produtos diretamente de suas sedes. Segundo o presidente, essa estratégia seria fundamental para que o Brasil conquistasse mais espaço no comércio internacional.
"As multinacionais podem simplesmente compreender que as exportações delas podem sair do Brasil. Não tem sentido, por exemplo, a Alemanha exportar para a América Latina. Quando a gente conseguir fazer isso, a gente vai conseguir ganhar mercado", afirmou Lula durante a reunião.
O encontro foi solicitado pelo presidente da Anfavea, Igor Calvet, para discutir os resultados positivos alcançados pela indústria automobilística até aquele momento. A associação estima que, até o final de 2026, o Brasil deve alcançar a marca de 3 milhões de emplacamentos, um número que não era atingido desde 2014.
Em seu discurso, Lula também compartilhou sua experiência anterior como dirigente sindical, ressaltando que era mais simples lidar com empresas estrangeiras em comparação com o empresariado nacional. "Eles traziam de lá uma experiência histórica de 100 anos de luta sindical. Era muito mais fácil para a gente se organizar na indústria automobilística", declarou o presidente, que enfatizou a dinâmica da relação entre trabalhadores e empresários no setor automotivo.