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Maduro diz estar pronto para diálogo com EUA: “Quando quiserem”

Líder venezuelano oferece cooperação em combate ao narcotráfico e investimentos petrolíferos, mas evita confirmar ataque norte-americano.

Nicolás Maduro, presidente da Venezuela, declara abertura para diálogo com EUA sobre tráfico de drogas e petróleo, enquanto evita confirmar ataques.

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, reiterou publicamente sua disposição para iniciar um diálogo com os Estados Unidos, abrangendo temas cruciais como o combate ao tráfico de drogas, o setor petrolífero e outros acordos econômicos. A declaração, feita em uma entrevista transmitida pela estação televisiva pública VTV na noite de quinta-feira, veio acompanhada de uma notável evasiva ao ser questionado sobre a confirmação de um suposto ataque norte-americano em solo venezuelano.

Maduro enfatizou que o governo dos EUA está ciente de sua abertura. “Se quiserem discutir seriamente um acordo para combater o narcotráfico, estamos prontos.

Se quiserem petróleo da Venezuela, a Venezuela está pronta para os investimentos americanos, como aconteceu com a Chevron, quando quiserem, onde quiserem e como quiserem”, afirmou, sinalizando uma postura flexível em relação a potenciais negociações e investimentos.

O líder venezuelano também aproveitou a oportunidade para esclarecer “especulações” sobre um possível segundo telefonema com o ex-presidente dos EUA, Donald Trump. Maduro afirmou ter mantido “apenas uma conversa” com Trump, que ocorreu em uma sexta-feira, 21 de novembro, com ele no Palácio de Miraflores e Trump na Casa Branca, desmentindo relatos recentes de um novo contato.

Apesar de descrever essa única conversa como “muito respeitosa”, com duração de dez minutos, e com trocas de tratamento formal como “Sr. Presidente Maduro” e “Sr.

Presidente Donald Trump”, Maduro admitiu que os desenvolvimentos subsequentes “não foram agradáveis”. Essa declaração contrasta com a de Trump, que, na última segunda-feira, mencionou ter falado “muito brevemente” com Maduro, mas considerou a conversa improdutiva para aliviar a pressão de Washington sobre Caracas, no contexto da campanha de combate ao narcotráfico.

A tensão entre os dois países permanece elevada, especialmente com o destacamento militar dos Estados Unidos no Mar do Caribe desde agosto passado, oficialmente para combater o narcotráfico. O governo venezuelano, contudo, interpreta essa presença como um pretexto para buscar uma mudança de regime.

Recentemente, a situação se agravou com a proibição anunciada por Trump da entrada e saída de petroleiros sancionados da Venezuela e a apreensão de dois navios que transportavam crude venezuelano.

Adicionalmente, Trump afirmou ter destruído uma área de atracagem utilizada por navios acusados de envolvimento com o tráfico de drogas na Venezuela. O New York Times noticiou que a CIA teria realizado um ataque com drones contra uma instalação portuária venezuelana.

Confrontado com a questão na entrevista, Maduro foi evasivo: “Este pode ser um assunto que discutiremos dentro de alguns dias. Certamente poderemos discuti-lo dentro de alguns dias”, sem confirmar ou negar o incidente.

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