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Máfia não foi inventada por nigerianos, é italiana, diz Papa

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Francisco rebateu crescente alarmismo da extrema direita.

O papa Francisco rebateu neste sábado (6) o crescente alarmismo da extrema direita italiana com a máfia nigeriana e disse que não é preciso ter medo de migrantes.

Citando aqueles que chamam os estrangeiros de “delinquentes”, o líder da Igreja Católica afirmou: “Também há muitos [delinquentes] entre nós. A máfia não foi inventada pelos nigerianos, a máfia é um ‘valor’ nacional, é nossa, italiana”.

A declaração foi dada durante um encontro com professores e alunos do Instituto San Carlo, um dos colégios mais tradicionais de Milão. “Não tenham medo dos migrantes. Os migrantes somos nós. Jesus foi migrante”, disse.

Dois dias antes, o ministro do Interior da Itália, Matteo Salvini, havia afirmado que a máfia nigeriana representa um “perigo crescente” e deve ser “extirpada”. Outra líder de extrema direita, a deputada Giorgia Meloni, presidente do partido Irmãos da Itália (FDI), chegou a pedir o envio do Exército para combater quadrilhas de nigerianos.

“Se depender de Salvini e Meloni, a máfia nigeriana comanda Palermo e a Sicília. Classificar isso como fake news é pouco, trata-se de uma idiotice total. O inimigo número um continua sendo a Cosa Nostra”, declarou o senador de esquerda Pietro Grasso, em referência à máfia siciliana.

A Itália ainda abriga outros dois grupos mafiosos considerados por muitos até mais poderosos atualmente que a Cosa Nostra: a Camorra, de Nápoles, e a ‘ndrangheta, da Calábria.

(Por ANSA)

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Covid já ultrapassou os 380 mil mortos e infectou mais de 6,4 milhões

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Os países com mais mortes nas últimas 24 horas são o Brasil, com 1.262 novas mortes, os Estados Unidos (1.052) e o México (470).

pandemia do novo coronavírus já matou 382.016 pessoas e infectou mais de 6,4 milhões em todo o mundo desde dezembro, segundo um balanço da agência AFP, às 19:00 GMT de hoje, baseado em dados oficiais dos países. De acordo com os dados recolhidos pela agência noticiosa francesa, hoje 6.440.940 casos de infecção foram oficialmente diagnosticados em 196 países e territórios desde o início da epidemia, em dezembro passado na província chinesa de Wuhan, dos quais pelo menos 2.768.700 são agora considerados curados.

Porém, a AFP avisa que o número de casos diagnosticados reflete apenas uma fração do total real de infecções, já que alguns países estão testando apenas casos graves que levam a internamento hospitalar, outros usam o teste como uma prioridade para o rastreamento e muitos estados pobres têm capacidade limitada de rastreamento.

Desde a contagem realizada na terça-feira, 4.753 novas mortes e 120.242 novos casos ocorreram em todo o mundo.

Os países com mais mortes nas últimas 24 horas são o Brasil, com 1.262 novas mortes, os Estados Unidos (1.052) e o México (470).

Os Estados Unidos, que tiveram a sua primeira morte ligada ao coronavírus no início de fevereiro, são o país mais afetado em termos de número de óbitos e de casos, com 106.696 mortes para 1.841.471 casos.

Pelo menos 463.868 pessoas foram declaradas curadas até hoje pelas autoridades norte-americanas.

Depois dos Estados Unidos, os países mais afetados são o Reino Unido, com 39.728 óbitos e 279.856 casos, a Itália, com 33.601 mortes (233.836 casos), o Brasil, com 31.199 mortes (555.383 casos) e a França, com 29.021 mortes. (188.674 casos).

Entre os países mais atingidos, a Bélgica continua sendo o que apresenta maior número de mortos face à sua população, com 82 óbitos por cada 100.000 habitantes, seguido pelo Reino Unido (59), Espanha (58), Itália (56) e Suécia (45).

A China (excluindo os territórios de Hong Kong e Macau), onde a epidemia começou no final de dezembro, contabilizava hoje oficialmente um total de 83.021 casos (1 novo entre terça-feira e hoje), incluindo 4.634 mortes (0 novas) e 78.314 curas.

A Europa totalizava hoje 180.875 mortes e 2.201.170 casos, os Estados Unidos e o Canadá 114.154 mortes (1.933.881 casos), a América Latina e Caribe 55.510 mortes (1.104.571 casos), a Ásia 17.391 óbitos (598.331 casos), o Oriente Médio 9.900 mortes (434.110 casos), África 4.555 mortes (160.282 casos) e a Oceania 131 mortes (8.599 casos).

Esta avaliação foi realizada usando dados coletados pelos escritórios da AFP junto das autoridades nacionais competentes e informações da Organização Mundial da Saúde (OMS).

A AFP alerta que devido a correções pelas autoridades ou a publicação tardia dos dados, os números de aumento de 24 horas podem não corresponder exatamente aos publicados no dia anterior.

Portugal, com 1.447 mortes registradas e 33.261 casos confirmados é o 24.º país do mundo com mais óbitos e o 29.º em número de infecções.

Por Notícias ao Minuto

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Mais de 373 mil mortos e mais de 6,2 milhões infectados em todo o mundo

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Os países com mais óbitos nas últimas 24 horas são os Estados Unidos, com 607 novas mortes, Brasil (480) e Índia (230).

pandemia do novo coronavírus já provocou pelo menos 373.439 mortos e infectou mais de 6,2 milhões de pessoas em todo o mundo desde dezembro, indica um balanço da agência AFP baseado em dados oficiais.

De acordo com os dados recolhidos pela agência noticiosa francesa de hoje, 6.220.110 casos de infecção foram oficialmente diagnosticados em 196 países e territórios desde o início da epidemia, em dezembro de 2019 passado, na cidade chinesa de Wuhan, dos quais pelo menos 2.599.500 são agora considerados curados.

A AFP avisa que o número de casos diagnosticados reflete apenas uma fração do total real de infecções, já que alguns países estão testando apenas casos graves com internamento hospitalar, outros usam o teste como prioridade no rastreamento e muitos países pobres têm capacidade limitada de rastreamento.

Desde a contagem de segunda-feira, 2.739 novos óbitos e 106.849 novos casos foram registrados em todo o mundo.

Os países com mais óbitos nas últimas 24 horas são os Estados Unidos, com 607 novas mortes, Brasil (480) e Índia (230).

Os Estados Unidos, que tiveram o seu primeiro óbito em fevereiro, são o país mais afetado em termos de número de mortes e de casos, com 104.658 falecimentos e 1.797.457 casos. Pelo menos 444.758 pessoas foram declaradas até hoje curadas pelas autoridades americanas.

Depois dos Estados Unidos, os países mais afetados são o Reino Unido, com 39.045 mortes em 276.332 casos, a Itália, com 33.475 mortes (233.197 casos), o Brasil, com 29.314 óbitos (514.849 casos) e a França, com 28.833 mortes (189.220 casos).

Entre os países mais atingidos, a Bélgica continua a ser o que apresenta mais óbitos face à sua população, com 82 mortes por cada 100.000 habitantes, seguido pela Espanha (58), Reino Unido (58), Itália (55) e França (44).

A China (excluindo os territórios de Hong Kong e Macau) contabilizou oficialmente um total de 83.017 casos (16 novos entre segunda-feira e hoje), incluindo 4.634 mortes (zero novas) e 78.307 curas.

A Europa totalizava hoje 179.040 mortes e 2.166.993 casos, os Estados Unidos e o Canadá 112.038 mortes (1.889.104 casos), a América Latina e Caribe 51.658 óbitos (1.029.284 casos), a Ásia 16.629 mortes (560.866 casos), o Oriente Médio 9.628 mortes (413.951 casos), África 4.314 mortes (151.339 casos) e a Oceânia 132 mortes (8.574 casos).

O balanço foi feito a partir de dados recolhidos pelos escritórios da AFP junto a autoridades de saúde e informações da Organização Mundial da Saúde (OMS). A AFP avisa, porém, que devido a correções pelas autoridades ou a publicação tardia dos dados, os números de aumento de 24 horas podem não corresponder exatamente aos publicados no dia anterior.

Por Notícias ao Minuto

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Bolsonaro vê sua imagem derreter, e mundo passa a ter medo do Brasil

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O ex-ministro Rubens Ricupero descreve a imagem do Brasil no exterior, hoje, como “o lugar de que as pessoas têm medo”

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O americano Vincent Bevins, ex-correspondente do Los Angeles Times no Brasil, estava em São Paulo de passagem quando os números da pandemia explodiram.Iria começar uma turnê de promoção de seu livro sobre ditaduras, “The Jakarta Method” (PublicAffairs), mas tudo parou. “Era para estar viajando pelo mundo”, lamenta, confinado na praça da República.

Começou então algo inusitado. “Familiares nos EUA e amigos meus na Ásia”, onde esteve nos últimos anos como correspondente, “passaram a entrar em contato, perguntando se estou seguro, se o presidente está me ameaçando”.

O ex-ministro Rubens Ricupero descreve a imagem do Brasil no exterior, hoje, como “o lugar de que as pessoas têm medo”. Ou ainda, em sua primeira resposta ao ser questionado sobre o tema: “Seria o caso de perguntar ‘que imagem?’. Como coisa positiva, acabou”.

Seu colega de governo Itamar Franco, o ex-chanceler Celso Amorim, vai pela mesma linha. “Não há mais imagem. É a caricatura do Brasil no exterior. Só que a caricatura foi desenhada aqui dentro. E tem um certo rosto.”

É o rosto do presidente Jair Bolsonaro. Para Ricupero, “já era ruim com o início do governo, mas com a pandemia isso se multiplicou, é o tempo todo, em todo lugar”.Ele conta ter sido procurado na quinta-feira (28) por uma publicação de análise política de Bruxelas e na sexta (29) para falar a uma rádio de Buenos Aires, com temas como os ataques ao meio ambiente e as ameaças à democracia.

“Em resumo, não sobrou nada do que o Brasil tinha antes, se nós compararmos com aquela famosa capa do Cristo Redentor decolando no Economist, em 2009.” Só ficou “o grau de atenção internacional ao Brasil, que se elevou muito”, mas hoje com sinal contrário.No último mês e meio, saíram editoriais alarmados sobre o país, com a opinião institucional dos jornais, no Washington Post, Le Monde, Financial Times, El País e The Guardian. Em todos, o foco é Bolsonaro.

Para o jornalista americano Brian Winter, vice-presidente da Americas Society/Council of the Americas, organização voltada à política externa dos EUA, porém, a crise na imagem do Brasil começou antes.

“Eu acredito que o Brasil é admirado internacionalmente quando é próspero”, diz ele, editor da revista da AS/COA. “Não é o caso desde pelo menos 2013. Portanto, o declínio de sua imagem antecede Bolsonaro por vários anos.”

Winter afirma, por outro lado, que “não há dúvida de que a reputação sofreu impacto adicional em 2019 com os incêndios na Amazônia”. “E agora os holofotes estão novamente no país devido ao manejo da pandemia por Bolsonaro.”

O jornalista brasileiro Daniel Buarque, autor de “Brazil, um País do Presente: A Imagem Internacional do ‘País do Futuro'” (Alameda, 2013), avalia que hoje “a imagem do Brasil é negativa, mas é especialmente negativa a imagem do governo Bolsonaro”.

No caso da pandemia, “tudo é colocado na conta dele, e o Brasil é apontado até como vítima”. Buarque, que prepara doutorado sobre o tema no King’s College London, diz que em seus contatos com acadêmicos voltados ao país é comum diferenciar o Brasil de seu presidente.

“Se não acontecer nada radical até 2022, outro pode ganhar e começar tudo de novo”, diz. “É uma imagem que pode ser limpa, zerada.”Winter acha que a mudança pode vir antes. “A ‘boa notícia’ é que as memórias são muito curtas, especialmente na era das mídias sociais. Reputações podem ser rapidamente consertadas se as circunstâncias mudarem.”

Karina Mariano, professora de relações internacionais da Unesp, não é tão otimista. “Uma coisa é certa, o papel do Brasil nestes últimos cinco anos encolheu muito”, diz ela.”Se a gente olhar a primeira década dos anos 2000, era um país que apontava como uma futura liderança internacional. Agora isso desapareceu. Agora a ideia é que estamos indo para trás.”

Vincent Bevins concorda e vai além. “A reputação de país antidemocrático, governado por ditadores violentos, nunca desapareceu completamente”, diz. “Em grande parte, a imagem é que o Brasil voltou a ser o que era, um país governado por militares perigosos e burros.”

REPERCUSSÃO CHINESA

Celso Amorim e Brian Winter concordam quanto à provável reação chinesa ao noticiário intermitente de ataques de Jair Bolsonaro, seus ministros e filhos ao país.”Eles são pragmáticos, não vão jogar fora o mercado”, diz o ex-chanceler. “Minha impressão é que a China entende que este é um governo que fala grosso, mas é um parceiro disposto no comércio”, afirma o jornalista americano.

Amorim alerta porém que, a partir de agora, “eles não vão fazer aquele extra quando você precisa”. Cita como exemplo de vantagem desperdiçada pelo Brasil a forma como o país acabou “na vala comum” durante a concorrência global por equipamentos chineses contra a Covid-19.

“Era o país com parceria estratégica, era do Brics, então estava no topo da lista”, diz. “Mas perdemos respirador para os EUA, que chegavam na beira do avião e pagavam mais.”Ele lembra que o estabelecimento da parceria estratégia entre os dois países foi “por iniciativa deles”, na visita do líder chinês Jiang Zemin ao Brasil, em 1993. Por outro lado, o ex-chanceler reconhece que é difícil distinguir como os ataques estão afetando a imagem do Brasil junto à opinião pública chinesa.

Para tanto, três brasileiros com formação em universidades chinesas, Júlia Rosa, hoje numa startup de Pequim, Lívia Machado Costa, que trabalhou na DiDi, dona do aplicativo 99 no Brasil, e Jordy Pasa, criaram o site Shumian para servir de ponte entre os dois países.”A opinião pública chinesa é, para surpresa de muitos, diversa e cheia de nuances”, descreve Costa. “Há o posicionamento da elite do Partido Comunista, muitas vezes traduzida em jornais privados, e também há o que se discute em plataformas como WeChat e Weibo, por vezes criticando o governo.”

Entre os jornais, acrescenta Rosa, “até os estatais diferem entre si, na linha editorial”. O Global Times ou Huanqiu, no original em chinês, adota “notoriamente uma linha mais dura e nacionalista”, enquanto o Xin Jing Bao é “considerado um jornal bem independente”. Foi assim que se propagou, em parte, a comoção com a morte do médico Li Wenliang, um dos primeiros a relatar casos do coronavírus em Wuhan.

Nos aplicativos WeChat e Weibo, Pasa relata não ter percebido “nenhuma movimentação em resposta ao recente tensionamento das relações sino-brasileiras”.

Já na imprensa, Costa sublinha que o Global Times noticiou afinal as crescentes provocações do bolsonarismo à China, nesta semana, mas só quando chegou ao tema de Taiwan, província considerada rebelde.

“O jornal ressaltou que a política de ‘uma China’ é ponto vital para relações saudáveis entre o país asiático e qualquer nação do mundo”, diz ela. Mais extensa e significativa é a cobertura crítica da Covid-19 no Brasil.

“Ao analisar o posicionamento sobre o Brasil nos dez maiores em circulação na China, jornais como o Nanfang Zhoumo focam a forma preocupante com que o país tem lidado com a pandemia”, afirma Costa. “Mostram a pressa em reabrir comércios, a falta de alinhamento entre os governos federal e estaduais e a insistência com o uso de cloroquina.”

Do ponto de vista da relação econômica, Rosa acrescenta que “a segurança alimentar foi marcada como um dos eixos de importância” no Congresso Nacional do Povo, realizado na semana passada.

POR FOLHAPRESS COM NELSON DE SÁ

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