
A proposta de anistia aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro avança na Câmara com apoio consolidado da oposição. Levantamento feito por lideranças aponta que 310 deputados já sinalizaram voto favorável ao mérito do projeto, um número que supera os 257 votos necessários para aprovação em plenário e que, em tese, permitiria até a validação de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC), que exige 308 votos.
Mesmo com a maioria formada, a tramitação enfrenta obstáculos. O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), tem adotado postura ‘de cautela’ e evitado acelerar o andamento do projeto. O PL e seus aliados, por outro lado, seguem pressionando e mantêm a estratégia de obstrução nas votações da Casa até que a matéria avance.
O apoio à anistia é expressivo entre partidos de centro-direita e legendas do Centrão. O PL, com 92 parlamentares, e o Novo, com quatro, aderiram integralmente ao projeto. No PP, a projeção é de que cerca de 90% da bancada vote a favor, garantindo 44 votos. O Republicanos deve chegar a 95% de adesão, somando 42 deputados. MDB e PSD também indicam apoio intensivo, com 40% e 80% das bancadas alinhadas, o que representa 17 e 35 votos, respectivamente. Curiosamente, todas essas siglas fazem parte da base governista.
Em contrapartida, partidos como PT-PCdoB-PV, PDT, PSB, PSOL-Rede e Solidariedade não registraram adesão à proposta.
O líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ), afirmou que as negociações devem se intensificar nos próximos dias. Novas reuniões estão previstas na agenda e a oposição tentará destravar a tramitação do projeto, que segue como uma das principais pautas do partido na Casa.

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