O Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) anunciou, em 15 de julho, a implementação de novas tarifas sobre produtos importados do Brasil. Na mesma ocasião, o órgão divulgou uma lista que inclui mais de 2 mil produtos que ficarão isentos dessa taxação.
A isenção foi justificada pelo governo americano com a alegação de que os insumos são considerados matérias-primas essenciais. A aplicação de tarifas sobre esses itens poderia gerar uma escassez no mercado interno dos EUA, resultando em "perturbações" na economia.
Além de produtos como carne bovina, café, laranja e suco de laranja, que já estavam na lista inicial divulgada em junho, outros itens como mel orgânico, hidróxido de alumínio, sucata de ferro e aço, além de peixes, frutos do mar, couros, alguns produtos de madeira, medicamentos e insumos farmacêuticos foram adicionados como exceções.
Entidades representativas dos setores produtivos brasileiros expressaram preocupação com o novo tarifaço, destacando que isso pode impactar negativamente a competitividade do Brasil no mercado internacional. A Federação das Indústrias do Estado de Pernambuco (Fiepe) alertou que a nova taxa pode reduzir em até 60% as exportações do estado.
O governo dos EUA também informou que rejeitou pedidos de isenção para outros produtos, incluindo vestuário, calçados e máquinas agrícolas e industriais. Durante as audiências públicas realizadas, foram sugeridas alternativas às tarifas, como a realização de negociações bilaterais ou multilaterais. Contudo, muitos participantes ressaltaram que qualquer tarifa, mesmo que inferior a 25%, seria inadequada e poderia comprometer os objetivos estabelecidos pelo governo americano.