Protesto em São Paulo, convocado pelo MBL, mira conglomerado de Daniel Vorcaro e critica atuação do STF no caso, gerando incerteza entre investidores.
Centenas de manifestantes, liderados pelo MBL, protestam em São Paulo contra o Banco Master e Daniel Vorcaro, pedindo delação e criticando o STF.
Centenas de pessoas se reuniram em frente à sede do Banco Master, na zona sul de São Paulo, nesta quinta-feira (22), para protestar contra o conglomerado liderado por Daniel Vorcaro. A manifestação também criticou a forma como o Supremo Tribunal Federal (STF) tem conduzido o processo que investiga a instituição, gerando grande insatisfação entre os envolvidos.
O ato foi convocado pelo Movimento Brasil Livre (MBL), que também fundou o partido Missão. Entre os manifestantes, muitos exibiam moletons e camisetas do partido, evidenciando a organização e o engajamento político por trás do protesto.
As demandas incluíram pedidos de prisão para Vorcaro e, em alguns momentos, a exigência de que o banqueiro faça uma delação premiada. Gritos de “fora Banco Master” ecoaram, apesar de a instituição ter sido liquidada pelo Banco Central em um processo que já se estende.
Além de Vorcaro e do Banco Master, o ministro do STF Dias Toffoli foi um dos principais alvos dos manifestantes, com pedidos de impeachment sendo proferidos pelos presentes. A insatisfação com a atuação do STF na investigação do caso Master foi um ponto central da pauta do MBL e dos investidores lesados, que buscam respostas e justiça.
A Incerteza dos Investidores Afetados
O engenheiro Paulo Henrique Lara, 45 anos, um dos investidores presentes no protesto, relatou ter aplicado R$ 60 mil em títulos do Banco Master. Ele afirmou que foi à manifestação por entender que foi prejudicado, mas também por ser seguidor do MBL.
Lara criticou a demora na liquidação do banco, sugerindo que ela poderia ter ocorrido antes, se não fosse a influência dos sócios da instituição.
A situação dos investidores é complexa e gera grande incerteza. Embora os pagamentos do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) já tenham sido iniciados para valores de até R$ 250 mil, investidores com aplicações acima desse limite enfrentam um cenário de instabilidade.
Eles podem recuperar apenas parte do dinheiro, dependendo da efetividade da liquidação do banco, da qualidade dos ativos remanescentes e do desfecho de diversas disputas judiciais em andamento. A busca por transparência e a resolução dos impasses jurídicos continuam sendo a principal força motriz por trás dos protestos.


